<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625</id><updated>2011-10-04T22:40:59.460-03:00</updated><title type='text'>Fábrica Literária Ltda.</title><subtitle type='html'>A produção, seja em série ou não, de três manufaturas ambulantes.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-115879211300556404</id><published>2006-09-20T19:40:00.000-03:00</published><updated>2006-09-20T19:41:53.016-03:00</updated><title type='text'>Aquele que me erodia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Eu via as pedras se rendendo ao mar naquela noite tão fria&lt;br /&gt;Eu via sim uma enchurrada de força  daquele mar&lt;br /&gt;Sobre pedras tão minhas, tão de minh’alma, tão ásperas&lt;br /&gt;O mar batia em frieza sem igual naquela noite e as pedras quentes do dia, paradas.&lt;br /&gt;Ficavam imersas no calor da força e na frieza d’água.&lt;br /&gt;As pedras foram fincadas ali há tanto tempo que não se esgueiravam daquela violência&lt;br /&gt;Não se protegiam da frieza, não queriam se preservar daquela força que corroía&lt;br /&gt;E eu ali que me envolvi na cena agora fincada observava&lt;br /&gt;E eu ali que me entendia na cena fincada observava&lt;br /&gt;E eu ali que era a pedra da cena fincada erodia lentamente&lt;br /&gt;E do mar da pedra saía o meu mar pronto a me rebentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-115879211300556404?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/115879211300556404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=115879211300556404&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/115879211300556404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/115879211300556404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2006/09/aquele-que-me-erodia.html' title='Aquele que me erodia'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-115825322222904264</id><published>2006-09-14T13:43:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T14:00:22.286-03:00</updated><title type='text'>Voltei!</title><content type='html'>Volto a escrever neste simpático blog! Que satisfação.&lt;br /&gt;Quero com esta volta atrair a inspiração que me abandonou quando o trabalho e não a escrita passou a ser a menina dos meus olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-115825322222904264?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/115825322222904264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=115825322222904264&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/115825322222904264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/115825322222904264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2006/09/voltei.html' title='Voltei!'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-112155845950379444</id><published>2005-07-16T20:59:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T21:30:33.006-03:00</updated><title type='text'>Teorias Magníficas Sobre o Comportamento Humano  - Desejos Irrealizáveis</title><content type='html'>1. Sobre "As pessoas e os seus círculos de operância"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa eu li em um blog já extinto de uma amiga de um conhecido meu. Sei quem ela é, e lembro dela por ser uma espécie de "baixinha exemplar": ela é do meu tamanho, e muito bonita, mostra que as baixinhas - como eu! :) - têm potencial. Na verdade o endereço do blog dela foi digitado no meu browser de internet num daqueles dia sem nada pra fazer, em que, fuxicando o orkut alheio - no caso o desse meu conhecido-, encontrei um testimonial escrito por ela, de lá fui pro perfil dela, e acabei parando no blog. Inutilidades da vida. Mas vejam bem: depois que li, percebi a total validade da teoria, e como eu já tinha formulado ela inconscientemente, sem nunca ter chegado a uma idéia definida. Ou seja: as mação caíam da árvore e eu nunca tinha aprendido sobre a lei da gravidade! Ah, enfim, vamos ao que interessa. A teoria é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para garantir o equilíbrio do sistema, é necessário que as pessoas que existem num determinado local onde desempenhamos uma de nossas atividades cotidianas não existam nos outros locais em que desempenhamos atividades outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria é baseada nos diversos locais que freqüentamos, cada um com um objetivo específico (escola, trabalho, boate, macumba, seja o que for). mas em cada local desses você age de uma maneira, se veste de uma maneira, fala de uma maneira e tal. Se alguém de um círculo em que você já esteve por acaso dá de cara com você em um outro círculo, constrangimentos e/ou estranhezas e/ou qualquer coisa chata ocorre. Por exemplo quando vi uma menina da igreja que eu freqüentava na porta de uma boate. Ou quando encontrei um colega de trabalho na praia. Essas coisas. As pessoas deviam se manter no seu círculo de operância, e deveria haver uma lei superior que controlasse a freqüência de cada um, de modo a não ocorrer falha no sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sobre o "Vale-Pessoa"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi criada exclusivamente pelo Daniel Viana, ilustre quase-publicitário-designer-wannabe da faculdade. Segundo ele, deveria haver uma espécie de RioCard que desse direito a, uma vez por ano, ficar com uma pessoa que se quisesse - mesmo que isso fosse contra a vontade dela. Assim, cada um seria inteiramente feliz caso tivesse um amor não correspondido, pelo menos uma vez a cada 365 dias. E vejam bem, a pessoa poderia perceber a imbecilidade dela em desprezar uma pessoa magnífica como a outra, que usou o cartão. Ah, seria maravilhoso. Menos quando alguém usasse o cartão comigo, claro. Se bem que às vezes parece que esse cartão já existe, vou te contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sobre a Inexistência da Perfeição Existente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é de minha autoria, mas a mais modesta das 3. A idéia é simples: coisas ou pessoas absurdamente maravilhosas não deveriam existir. Não mesmo. Depois que você entra em contato com uma dessas perfeições existentes, nada consegue substitui-la. É o caso da pizza de frango com catupiry da Pizzaria Guanabara. Eu era feliz quando comia pizza desse sabor em outros lugares. Mas agora, com esse novo teto de comparação, todas as outras pizzarias parecem infinitamente inferiores. E como a Guanabara não é lá muito barata, a coisa fica difícil. Pessoas maravilhosamente bonitas e/ou legais também não deveriam existir. tanto no caso de você não chegar aos pés dessa pessoa quanto no caso de você ter tido um caso com ela, é sempre frustrante. E isso ocorre com filmes também. Quando vi Clube da Luta e Amnésia, por exemplo, fiquei me perguntando por que todos os outros cineastas ainda não tinham desistido da profissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-112155845950379444?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/112155845950379444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=112155845950379444&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/112155845950379444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/112155845950379444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/07/teorias-magnficas-sobre-o.html' title='Teorias Magníficas Sobre o Comportamento Humano  - Desejos Irrealizáveis'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111740964345176034</id><published>2005-05-29T20:30:00.000-03:00</published><updated>2005-05-29T20:34:03.456-03:00</updated><title type='text'>Briguinha de Guarda-Chuvas no Engarrafamento</title><content type='html'>&lt;p&gt;"A Insustentável Leveza do Ser" é O livro. Ele é romance, história, filosofia, reflexão, política, metafísica... Se ele não existisse, o mundo estaria menos completo. Tudo bem, deixemos a babação. Mas em um trecho desse livro, uma das personagens sai de casa em um dia de chuva, e se depara com um monte de outras pessoas disputando o espaço urbano para seus guarda-chuvas, uma ambição ridiculamente prosaica levada ao extremo da seriedade. Os cidadãos desconhecidos olham os "concorrentes" de cara feia, não deixam os outros passarem, porque se não sofrerão com os pingos d'água. E a tal personagem fica a observar, cheia de raiva, como aquelas mesmas pessoas poderiam estar tão unidas na época da guerra, em que ela própria ajudara na defese do país. Agora, parecia que nada mais existia, apenas a honra de se manter seco.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra história: vinha eu em meu ônibus matinal, atrasada, como sempre, o que foi intensificado por um engarrafamento na Pinheiro Machado. Não, dessa vez era um engarrafamento de verdade, com olhadinhas nervosas dos passageiros e fofoquinhas de "uma árvore caiu", "alguém foi atropelado" e tudo. Mas o motivo era de se esperar: uma manifestação de algum setor desprivilegiado qualquer da sociedade em frente ao palácio do governo. O que me impressionou foi a quantidade de reclamações de baixo nível contra aquelas pessoas. Se fosse uma árvore, droga de vida; se fosse chuva, droga de vida; mas como era uma manifestação, droga de gente maldita atrapalhando minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A relação entre as duas historinhas é vaga, e eu não sei se de fato existe. Só sei que na hora me veio isso à cabeça essa parábola dos guarda-chuvas. Enquanto aquelas pessoas, tão desprivilegiadas quanto as que reclamavam delas, no ônibus, estavam tentando lutar por seus direitos, os outros, embrulhados que estavam no seu interesse imediato - "vou chegar atrasado", "vou levar uma bronca", "vou almoçar mais tarde" - simplesmente condenaram os outros. Briguinha interna. Idiota, burra, individualista. Não importa se aquilo vai fazer efeito ou não, ou se existem outras formas de buscar melhoras. O que irrita é essa falta de visão, de se ver como igual, de ver que eles, pelo menos, estavam fazendo alguma coisa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111740964345176034?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111740964345176034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111740964345176034&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111740964345176034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111740964345176034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/05/briguinha-de-guarda-chuvas-no.html' title='Briguinha de Guarda-Chuvas no Engarrafamento'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111422997330380940</id><published>2005-04-22T23:14:00.000-03:00</published><updated>2005-05-26T20:08:42.463-03:00</updated><title type='text'>Olhos de Película</title><content type='html'>As ruas hoje tomaram um tom de fim de tarde, uma aparência quase cinematográfica. Na verdade acho que meus olhos foram revestidos de película e vi um dia no cinema. Esse hoje não é de fato, é de tempo, de época, por que essa cobertura vem envolvendo momentos de beleza há anos. Assim como no Natal, quando consigo perceber o ruído das pequenas luzes das árvores. Parece que ando nas ruas escutando a trilha sonora da vida e sentindo que em certos momentos estou em câmera lenta, de cabeça erguida, pressentindo passos firmes e ditosos. Hoje, de dia, de data, não senti isso, mas não é sempre. Acontecendo um dia de filmagem na vida rotineira, os humores se refrescam e o hálito da noite que chega, não alivia o dia exaustivo, mas estimula a continuação do longa, que se bem percebido, é curta. Um longa de uma vida inteira, mas extremamente melhor vivido e aproveitado se desfrutado como curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se devo chamar minha vida de vida, simplesmente. Há momentos de película , há momentos sem, e assim continuo mudando o que cobre meus olhos por que sentir essa diferença renova os ares, sacode a poeira cotidiana deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111422997330380940?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111422997330380940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111422997330380940&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111422997330380940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111422997330380940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/olhos-de-pelcula.html' title='Olhos de Película'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111413170772387726</id><published>2005-04-21T21:58:00.000-03:00</published><updated>2005-04-21T22:01:47.726-03:00</updated><title type='text'>Contrastes Abstratos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu uma vez escrevi que adorava contrastes. E algumas pessoas vieram me perguntar o que significava isso. E eu me perguntei o que havia de complicado na frase: era o sujeito (Eu), o verbo (adorava...) e o objeto direto (contrastes)!! Nenhuma das palavras continha significado complexo. Complexo era ver a reação exagerada pra uma frase tão simplória. Eu realmente não entendi. Até hoje.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sobre o contraste, lembro de sua primeira aparição na minha vida quando, inútil adolescente que era, inventei de tentar pintar com tinta a óleo. Um dos livros de que me servi na época valorizava cores escuras para dar ênfase às claras. E tinha uma ilustração ao lado. E eu entendi. E concordei. E admirei aquela simplicidade de constatação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Amo pessoas razoáveis que têm cara de malucas. Amo pessoas inteligentes que são bonitas. Amo pessoas que sabem valorizar, igualmente, um comentário idiota despretensioso e as reflexões de Nietzsche. Amo pessoas que curtem contrastes, mas que também são um pouco homogêneas demais - seria que os opostos se atraem?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir disso, talvez eu seja homogênea demais. Ou não. A princípio, pensaria em alguns fatores sérios:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. As pessoas me fascinam. As pessoas me irritam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. Eu sempre acredito que tudo um dia vai dar certo. Eu sempre acredito que tudo um dia vai dar errado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3. Analogamente, eu só vejo coisas boas no mundo. Mas também só vejo coisas ruins. Não ao mesmo tempo, claro. Em momentos diversos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4. Na época em que eu trabalhava numa agência de música clássica e nos fins de semana ia à Bunker ouvir rocks obscuros, me sentia a mais interessante das pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia passar horas explicando cada um desses ítens, e tentar convencer você de que não é um caso de esquizofrenia. Mas creio que a única explicação está no quinto ítem:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5. Sou racional em meus pensamentos. Sou extremista em minhas sensações.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um exemplo: odeio velhos quando os vejo prestes a roubarem meu lugar no metrô, mas vejo perfeitamente o quão revoltante é não perceber a validade dessa regra geral. Isso explica também o fator no 1, que é o crucial em minha pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que eu quero dizer com tudo isso? Não sei bem. De repente fui tomada uma forte sensação de apreço pelo contraste. Provavelmente no próximo segundo estarei estranhando isso, mas que fique assim por enquanto. O pensamento contrário fortalece uma idéia. Meu lado ruim é o que me mostra ser uma pessoa melhor. A escuridão do mundo pode fazê-lo parecer ainda mais iluminado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111413170772387726?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111413170772387726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111413170772387726&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111413170772387726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111413170772387726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/contrastes-abstratos.html' title='Contrastes Abstratos'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111396945302612892</id><published>2005-04-20T02:50:00.000-03:00</published><updated>2005-04-20T00:57:33.026-03:00</updated><title type='text'>O 21</title><content type='html'>O 21 é ano de vida plena. Plena de esperanças, de concepções adultas de uma perspectiva de juventude quase adolescente. Um dia chego a concepções de juventude com uma perspectiva adulta, mas isso não é para o 21. O 21 é cabalístico, por que no misticismo da vontade de criar o sobrenatural da vida, ele é múltiplo de sete, e este sim, é.&lt;br /&gt;0 21 inicia a derrocada para os 30 e não quero falar mais disso.&lt;br /&gt;Assim eu vou passar o meu 21, plenamente esperançosa, cheia de concepções que mudarão, tingindo a adolescente com uma coloração sóbria, para ver se forço o amadurecimento desse fruto, por que isso faz parte do sobrenatural da minha vida, do mistério de tentar ser mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111396945302612892?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111396945302612892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111396945302612892&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111396945302612892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111396945302612892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/o-21.html' title='O 21'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111378832273332366</id><published>2005-04-17T22:26:00.000-03:00</published><updated>2005-04-17T22:38:42.733-03:00</updated><title type='text'>"É tudo ilusão de ter passado"</title><content type='html'>Insisto em ouvir a mesma música. Desde ontem.&lt;br /&gt;Alterno com outras, menos tristes, menos dramáticas, mas meu sistema nervoso quer digerir aquela outra.&lt;br /&gt;Volto, e repito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem, também, uma frase do Drummond não sai da minha cabeça.&lt;br /&gt;Uma frase vaga, plástica, moldável.&lt;br /&gt;Bonita por si só.&lt;br /&gt;Essa daí de cima, do título emprestado.&lt;br /&gt;E pra completar, o rosto daquela pessoa não sai da minha cabeça. E aparece associado aos movimentos melódicos da música, ao significado vago da frase do Drummond. Porque eu não entendi nada do que ele quis dizer, e o poema dele agora assumiu ares pessoais, como se a frase tivesse sido feita pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o leitor se apodera do que lê.&lt;br /&gt;Engole as palavras que interpreta, e despreza as que pra ele nada significam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem? Quem diz?&lt;br /&gt;Sério, eu não quero saber.&lt;br /&gt;Alguém desliga o maldito som por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111378832273332366?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111378832273332366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111378832273332366&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111378832273332366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111378832273332366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/tudo-iluso-de-ter-passado.html' title='&quot;É tudo ilusão de ter passado&quot;'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111362908360724337</id><published>2005-04-16T06:21:00.000-03:00</published><updated>2005-04-16T03:31:53.240-03:00</updated><title type='text'>As Cartas</title><content type='html'>Cartas devem ser escritas mais vezes por que parecem importantes, têm pompa e respeito. Um ar solene talvez. Abrir um envelope, de maneira concentradíssima e  ler o conteúdo imersa em seriedade digna de uma autoridade. &lt;br /&gt;- Madame, cartas!&lt;br /&gt;- Senhora, correio!&lt;br /&gt;- Ei, você! Tem carta na caixa do correio.&lt;br /&gt;De qualquer maneira chega a ser suntuoso receber correspondência.&lt;br /&gt;Eu gostaria de pompa  para as cartas que escrevo, se bem que não escrevo nenhuma...mas se escrevesse? Mereceriam atenção pois o que poderia vir em seu conteúdo? Algo de precioso para mim, sem dúvida.&lt;br /&gt;O que cativa  nessa prática é a forma menos mecânica e tecnológica, é o não ser atual. Remete a tempos mais exóticos. Sei lá, uma dama da belle époque com seu largo chapéu de abas e penas escrevendo a um amigo ou amante....&lt;br /&gt;Eu realmente não sou atual. Não deveria ser. Quero ser uma dama do século XIX, que freqüenta cabarets e conhece a roda intelectual da época, que fuma com piteira e coleciona Monets, por exemplo. Se bem que prefiro expressionismo alemão, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;Quero ter a pompa e o respeito de uma antigüidade, por que quero me sentir rara (quem assim não quis se sentir?), e quero ser lida com respeito e aberta com atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111362908360724337?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111362908360724337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111362908360724337&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111362908360724337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111362908360724337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/as-cartas.html' title='As Cartas'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111328365510281410</id><published>2005-04-12T01:31:00.000-03:00</published><updated>2005-04-14T04:10:42.333-03:00</updated><title type='text'>Nos olhos deles</title><content type='html'>Adiantava apenas por um ou dois meses o isolamento a que se prestavam, por que sem querer vê-la ou sem querer vê-lo, se viam. Sem quere pensar, pensávam-se juntos, quase juntos, em um meio termo, um espaço vago que nunca se preenchia.&lt;br /&gt;Um dia se viam em sonho e nem sabiam que sonhavam juntos, e por poucos dias encontravam-se de fato, e esses encontros eram sempre acompanhados por um aroma de despedida. Havia sempre um abraço saudoso mesmo na chegada; aliás, todos os abraços assim o eram. Tinha, entre o olhar compartilhado, um consolo mútuo que fazia-os cúmplices sem que tivessem consciência disso, e a cumplicidade os incomodava.&lt;br /&gt;A ela restava o que podia ser dado, e seu sentimento se satisfazia, mas isso não bastava para a cabeça, de certo. Qualquer cabeça, razão pensaria ser ultrajante, mas o consolo nos olhos, nas mãos e no corpo era alívio para os dias sofridos e monótonos.&lt;br /&gt;A ele faltava coragem, calma, vontade de não enxergar e viver só o consolo. Era a vida que se mostrava por ela e isso o cegava.&lt;br /&gt;Não querendo então essa visão, esse meio, mantinham-se apenas no consolo esporádico e periódico do não-comprometimento.&lt;br /&gt;Talvez o que exista seja a vontade da presença do outro, sem qualquer função para ela. Estar lá e ponto final. Um para o outro, mas quem pode ter certeza? &lt;br /&gt;Vê nos olhos dela, até quem não queira, a ansiedade da juventude, pelo amor.&lt;br /&gt;Vê, por sua vez nos olhos dele, quem quiser, o amor pela ansiedade da juventude.&lt;br /&gt;Vá entender!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111328365510281410?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111328365510281410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111328365510281410&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111328365510281410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111328365510281410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/nos-olhos-deles.html' title='Nos olhos deles'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111312869540081411</id><published>2005-04-10T11:23:00.000-03:00</published><updated>2005-04-14T02:07:38.113-03:00</updated><title type='text'>A Fada era...</title><content type='html'>- Eu quero! Poxa mãe, você viu no livro, dá pra fazer.&lt;br /&gt;- Querida, você não prefere que eu leve todo mundo pro Mc Donald’s?&lt;br /&gt;Desde cedo a fada era F., já dizia o padrasto. Inventava de um tudo. Queria  que a Caloi  Ceci se transformasse naquele cavalo branco de a História Sem Fim, claro, era o mais rápido de todos.&lt;br /&gt;- Mas mãe, eu tenho me comportado, e vai ser legal! Deixa?!&lt;br /&gt;Se inventar era fácil, convencer a mãe já não era igual. Como podia criar tanta coisa na cabeça? Futuramente irá queimar as mãos com uma poção que fará com limão para acabar com os fungos das árvores.  Que atitude ecológica! Vai ficar mais de mês com as mãos enfaixadas. &lt;br /&gt;- Vamos ver. Você sabe que vai depender das sua notas, e também se vou ter muitos gastos.&lt;br /&gt;- Que é isso, mãe! A gente pede pra D. Maria fazer a minha roupa. Eu quero ficar igual à fada do livro. Quero uma baita festa, vou fazer cinco anos!&lt;br /&gt;- Tá bom.&lt;br /&gt;- Êba!&lt;br /&gt;E assim foi, a D. Maria fez uma roupa azul, com manga fofa, chapéu comprido de fada, os convites foram feitos e os convidados foram chegando. Tinha uma fada adulta que contava história pra fadinha e seus amigos e tudo foi legal.&lt;br /&gt;Claro que de calma a fada nada tinha. Antes da festa tirou foto em estúdio, viu o salão ser arrumado e o bolo chegar. Bolo com pó mágico! Queria que a massa do bolo saísse em disparada assim como a massa de cometa que a fada do livro tentara fazer, mas, pasmem, não deu certo!&lt;br /&gt;- Olha, bisa! Minha mesa tem arco-íris e tem escorrega de nuvem pra fada brincar!&lt;br /&gt;O padrinho levou uma ursa de pelúcia com bota branca e roupa azul, a prima foi vestida de paquita. &lt;br /&gt;- Caraca, a ursa e a prima estão iguais!&lt;br /&gt;Na hora do parabéns todos cercaram a mesa e a fadinha, e nem nessa hora ela deu trégua, fez careta pra foto e brincou no colo da bisa.  Até hoje as fotos mostram que a fada era F.&lt;br /&gt;Após o aniversário, o livro permaneceu como um de seus prediletos até que o perdeu em um hospital. Alguns anos depois de idéias de aniversários mirabolantes, a mãe da fada fez finalmente a festa no Mc Donald’s.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111312869540081411?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111312869540081411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111312869540081411&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111312869540081411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111312869540081411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/fada-era.html' title='A Fada era...'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111302077787343531</id><published>2005-04-09T06:20:00.000-03:00</published><updated>2005-04-09T01:27:22.716-03:00</updated><title type='text'>Uma certa calmaria do coração</title><content type='html'>Não é gostar, é querer gostar. Tendo tudo que quero, ainda penso em como é ter certeza disso. Gostar de fato, querer repetir por vezes e ainda sim aguardar por uma outra vez, pois gostar é assim mesmo. Ser repetitivo não existe por que só se é repetitivo quando se quantifica, e gostar não se conta, se sente, e se sentir quero deixar de pensar na hipótese de não mais sentir. Gostar é não querer que acabe, mesmo que não continue. Gostar pode ser ideal sem ser prático pois não é sensorial, é do intelecto, ou mente, alma, essência, o que for de etéreo em palavras. Sem isso torna-se mero atributo ao cotidiano de eventos palpáveis e que, eventualmente, terminarão. &lt;br /&gt;Quando o gostar é pensado finito- as vezes pode acontecer- pode não ser gostar, ou um gostar meio incerto, inseguro, pois gostar é humano, e portanto, imperfeito. E num relance descobre-se gostar, e com isso, tudo que era evento passa a ser constante e calmaria, por que para gostar não se pode afligir o coração. Não é gostar, é não querer afligir o coração. Querer gostar é não saber se a repetição foi o início ou o contrário, já que passar pelo que se gosta nunca é igual e também deixa de ser diferente, é tudo da mesma matéria que infinita e etérea se mantém num movimento gracioso de calmaria, amansando a imperfeição do coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111302077787343531?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111302077787343531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111302077787343531&amp;isPopup=true' title='49 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111302077787343531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111302077787343531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/uma-certa-calmaria-do-corao.html' title='Uma certa calmaria do coração'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>49</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111293315895389286</id><published>2005-04-08T05:01:00.000-03:00</published><updated>2005-04-08T01:05:58.953-03:00</updated><title type='text'>Dizer saber sem ter escrito</title><content type='html'>Digo antes de qualquer pergunta:&lt;br /&gt;Sabei escrever, ou pelo menos tentai!&lt;br /&gt;Como dizer saber ler sem ter escrito?&lt;br /&gt;E tendo escrito, que prazer!&lt;br /&gt;Somar a vida ao papel, &lt;br /&gt;Ver nascer imaginação alheia.&lt;br /&gt;Dizer saber ter escrito um dia,&lt;br /&gt;E perdido o dom por ter parado...&lt;br /&gt;Que lástima!&lt;br /&gt;Creio que não há pior dor de não sentir,&lt;br /&gt;Dor de uma mente infértil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111293315895389286?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111293315895389286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111293315895389286&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111293315895389286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111293315895389286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/dizer-saber-sem-ter-escrito.html' title='Dizer saber sem ter escrito'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111284670790869207</id><published>2005-04-07T05:02:00.000-03:00</published><updated>2005-04-07T01:05:07.910-03:00</updated><title type='text'>Cá dentro uma dualidade</title><content type='html'>Andando em uma rua dei-me conta da vaidade. Olhei para o mundo e enxerguei, numa vista escurecida pelo pessimismo a tal fogueira de que me falaram. O pior foi olhar e me ver ardendo nela, sem ao menos sentir a queimadura que constantemente corrompe o idealismo perfeccionista de uma alma que busca desfazer-se de qualquer mal que possa haver. Vi nisso a primeira vaidade e conclui que havia potencial sob essa capa de humildade com a qual me cobria.  Olhar para rua e ver a vaidade em tudo. Ver o amor sob esse prisma, o companheirismo,  a dedicação e concluir que de nada mais queria sentir orgulho pois dele partiam essas possibilidades. Ver que sempre tudo que buscava negar para extirpá-la me fazia consolidar ainda mais este ranço no que fazia e que buscava em terceiros. Começa uma descrença que leva à procura de mais formas de maledicência, talvez por querer chegar a uma afirmação visceral de que não há maneira de escapar disso. &lt;br /&gt;Assim começo a ver que cada pecado se satisfaz em outro e se regenera e se nutre, por que tenho preguiça de me livrar da vaidade e por que a ira que me toma a partir desta conclusão, me faz cobiçar qualquer sinal de sucesso em outro. Como não consigo, invejo e por invejar tento me recompensar, me abster dessas sensações, me furtar de qualquer realidade,  mergulhando numa procura por outras formas de afirmar minha humanidade defeituosa. &lt;br /&gt;Que formas de defeitos, que perfeição de formas, os sabores, os aromas, o prazer de sorver, o sorver que dá prazer e desta maneira me ofereço pães e circo indefinidamente. A luxúria me encanta por que sinto-a bem, por que me envaideço, por que com ela cobiço alguém. É  circo que me desperta o gozo por tudo que é mundano, e me engana por que mesmo querendo dar fim a isto, não consigo deixar de querer sentir. E de igual forma com a gula se procede, por que deixar de sentir é a única preguiça que me parece louvável. Novamente me assombra a magnitude da ira que constato por mim. O ódio, a repulsa. &lt;br /&gt;Me auto-destruo diariamente e numa dualidade como céu-inferno, me reconstruo. Como se houvesse cá dentro o meu  inferno e o meu céu, como se um demônio me escancarasse o quão imperfeita posso ser, e também, um anjo me avisasse sobre a possibilidade de êxito de tentar, incansavelmente, vencer esse instinto. Acabo apreendendo  a tal questão do escrever certo por linhas tortas, pois com o demônio me resigno e com o anjo me envaideço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111284670790869207?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111284670790869207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111284670790869207&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111284670790869207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111284670790869207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/c-dentro-uma-dualidade.html' title='Cá dentro uma dualidade'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111275962353244546</id><published>2005-04-06T05:00:00.000-03:00</published><updated>2005-04-06T00:53:43.533-03:00</updated><title type='text'>O medo da culpa que me envergonha</title><content type='html'>A vergonha é sentida espaçada, como uma chuva contínua e rala que dura, dura demais. Sem sentir eu sinto vergonha, por que assim como o medo, não escolho esse tremor inquieto abaixo do umbigo, por que parece que não tenho defesa contra essa invasão. Uma invasão que não dói, mas que me faz temer a dor, pois o medo instala outros medos e a vergonha assim o faz também. Acontecem sensações, nascem conclusões e nada é palpável; no entanto, a possível concretização do que se imagina chega a me enlouquecer por segundos ou minutos, antes que minha consciência tente me proteger. &lt;br /&gt;Me acostumei a implorar por essa proteção, e esse pedido é sempre consciente. Nasceu daí uma fé em um recurso próprio de manutenção da sanidade, mesmo que seja superficial. Isso me deixa livre de culpar-me ao longo do dia, o que não me absolve da noite que não tarda. Da chegada à casa e ao folgar dos pés dos sapatos. O relaxar é fundamental para voltar à sensação de vergonha, medo e culpa. E sem poder relaxar para não perder esta proteção mal projetada, acabo me percebendo só numa poltrona qualquer sem tirar as roupas, ou largar a bolsa e principalmente, sem tirar os sapatos, buscando um desconcentrar próprio de uma fuga indigna para minha coragem moldada por uma sociedade que condena a covardia. Chega então um momento em que me admito covarde para concluir, seja uma mentira, seja uma verdade. &lt;br /&gt;A covardia é o recurso, é a proteção, mas observe, é de fato mal projetada por um raciocínio instintivo de sobrevivência, quem sabe de um campo ancestral de minha consciência? E é assim, por que me desperta culpa por senti-la. Por que embora este campo primitivo me permita a covardia,  há ainda um mundo inteiro que me ordena enfrentá-lo  mesmo que dele eu saia derrotada.  Volto a temer, pois a derrota não me passa pela garganta, inclusive para que não me sufoque o coração. E há um momento em que não sei mais se me envergonho por temer, se me culpo por isso ou se temo a vergonha. São todas, várias sensações idênticas localizadas, como disse, abaixo do umbigo, mas não sei como, sinto uma distinção cruel entre elas. Isso me faz percebê-las em maior quantidade do que sou capaz de esquecer, por que não as esqueço, e sim abandono em algum outro campo primitivo que um dia há de se esgotar e jorrar toda essa angústia de volta para a minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111275962353244546?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111275962353244546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111275962353244546&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111275962353244546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111275962353244546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/o-medo-da-culpa-que-me-envergonha.html' title='O medo da culpa que me envergonha'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111258076723206401</id><published>2005-04-04T13:10:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T23:12:47.233-03:00</updated><title type='text'>O dizer da Fumaça</title><content type='html'>Eu corro a sala na ponta dos pés&lt;br /&gt;E deslizo rala por entre mesas e olhares&lt;br /&gt;E nas fumaças dos cigarros que me enlaçam&lt;br /&gt;Minhas pernas se escondem pela saia.&lt;br /&gt;Eu olho cega para quem me vê, por que&lt;br /&gt;O que vêem são as coxas pela seda,&lt;br /&gt;É a face que entretém  pelo prazer teatral.&lt;br /&gt;O corpo ainda se ressente do odor acre&lt;br /&gt;Do fumo e bebida, &lt;br /&gt;E estremece febril por mazelas que ninguém vê.&lt;br /&gt;Como uma fumaça me seguem, e assim prossigo&lt;br /&gt;Uma vestal.&lt;br /&gt;Pelos quartos a me oferecer&lt;br /&gt;Mais e mais me atirando a este mal&lt;br /&gt;Por olhares que me querem, por prazer &lt;br /&gt;Por louvarem a fumaça louca &lt;br /&gt;Que recompensada os envolve leal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111258076723206401?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111258076723206401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111258076723206401&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111258076723206401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111258076723206401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/o-dizer-da-fumaa.html' title='O dizer da Fumaça'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111257256613615709</id><published>2005-04-04T01:00:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T20:56:06.136-03:00</updated><title type='text'>O percurso da Fumaça</title><content type='html'>Por entre fumaças eu vi uma dançarina&lt;br /&gt;Que pousava os braços nas mesas&lt;br /&gt;E erguia o tronco rijo, em convulsões teatrais&lt;br /&gt;Quando fazia aqueles passos entre as fumaças!&lt;br /&gt;Quando franzia aquele rosto e deslizava a coxa&lt;br /&gt;Pela barra da saia, que como um pêndulo pairava...&lt;br /&gt;Fazia-o de plano já traçado aquela dançarina,&lt;br /&gt;E gostava de ver as bocas semi-abertas, os paletós&lt;br /&gt;Tão finos, tão rendidos àquela saia de seda, àquelas pernas moles.&lt;br /&gt;Os caminhos da fumaça, não sei se os eram, ou daquela dançarina,&lt;br /&gt;Desgraçada!&lt;br /&gt;Era sinuoso o cruzar das pernas e dos braços&lt;br /&gt;Que de tal modo mesclavam-se à fumaça,&lt;br /&gt;Subindo ao lustre ocre da sala, descendo a leste pela porta de entrada&lt;br /&gt;E pela escada traçava uma rota de olhares que das mesas seguiam-na.&lt;br /&gt;A fumaça ia deslizando nos ares densos dos quartos&lt;br /&gt;Escolhendo por onde se espalhar,&lt;br /&gt;Como se espalhava!&lt;br /&gt;Fumaça viciada de um ambiente cheio de olhares de mesas e bar&lt;br /&gt;E para o meu olhar não se entregava e minha mesa vazia invejava&lt;br /&gt;Aquele caminho lento e trapaceiro daquela minha dançarina de fumaça&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111257256613615709?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111257256613615709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111257256613615709&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111257256613615709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111257256613615709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/o-percurso-da-fumaa.html' title='O percurso da Fumaça'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111246594826292415</id><published>2005-04-02T15:14:00.000-03:00</published><updated>2005-04-02T15:19:08.263-03:00</updated><title type='text'>Hoje tem festa lá no teu apê.!</title><content type='html'>Hoje, dia 02 de Abril é aniversário de uma de nossas sócias da fábrica, Srta. Sheila Louzada. Parabéns por esta data e também por medidas estruturais de nossa querida Fábrica Literária. Reitero as palavras de Sheila, anunciando o S.A.C. (Serviço de atendimento ao cliente)que está, atualmente, ao lado de "comments".&lt;br /&gt;Anunciaremos em breve, o item "Concorrência" onde colocaremos os blogs que gostamos,de nossos amigos e etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111246594826292415?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111246594826292415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111246594826292415&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111246594826292415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111246594826292415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/hoje-tem-festa-l-no-teu-ap.html' title='Hoje tem festa lá no teu apê.!'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111246553725949999</id><published>2005-04-02T15:11:00.000-03:00</published><updated>2005-04-02T15:12:17.260-03:00</updated><title type='text'>Prefiro bebendo</title><content type='html'>Um copo de vinho ou de qualquer álcool&lt;br /&gt;Uma mesa e um cigarro&lt;br /&gt;Louvada seja a boemia!&lt;br /&gt;Que me agrega ao quantos bêbados por ilusão que encontro&lt;br /&gt;Aos infelizes que não choram, aos felizes que fingem não beber&lt;br /&gt;E ainda posso dizer que choro, mas o prefiro bebendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111246553725949999?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111246553725949999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111246553725949999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111246553725949999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111246553725949999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/04/prefiro-bebendo_02.html' title='Prefiro bebendo'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111223291355118811</id><published>2005-03-31T05:07:00.000-03:00</published><updated>2005-03-30T22:35:13.553-03:00</updated><title type='text'>As brancas nuvens pelo céu guiadas</title><content type='html'>Em nuvem rala no céu se vê o adeus do Tempo, e assim eu me despeço dele. Eu olho, admiro aquela massa de névoa, que ao longe circunda o meu dia e depois rezo. Na verdade, peço a qualquer coisa que possa valer como força mística, para que não se passe nunca, o tempo para este Tempo que evoca meus desejos. &lt;br /&gt;Ó qualquer coisa que haja por entre tudo&lt;br /&gt;Que eu não venha a perder de vista uma só nuvem, mesmo que desgarrada&lt;br /&gt;Pois se assim se fizer, eu mesma me desgarro deste corpo a procurar esta ovelha tão amada.&lt;br /&gt;Não que o dia não se cumpra como todo o dia deva se cumprir. Não que o meu dever não seja feito ou malfeito por apenas ter de fazer. É que me soa tão mais límpido o dia e tão mais amena a tarefa, quando passo e acompanho, tímida, o passar desse meu Tempo, tão caro. &lt;br /&gt;E à noite, eu vejo às vezes, as ovelhas brancas se recolhendo por entre espaços que não alcanço, mas sei que não tardarão em voltar e por isso, durmo tranqüila, contando as estrelas que me fazem sonhar. Esses sonhos que tenho são muito mais sonhos quando a noite não me leva meu rebanho. Quando sonho sem precisar às estrelas implorar, por qualquer pedaço de ilusão, pois a minha própria, não se recolhe, se mirando nessas nuvens de algodão.&lt;br /&gt;Fica ilusão poupada, do dia que te desacredita&lt;br /&gt;Ó bem amada!&lt;br /&gt;Não fique a mercê dos astros celestes, dos pastores campestres&lt;br /&gt;Que só fazem levar meu rebanho rumo ao que para mim parece nada.&lt;br /&gt;Por tudo que se passa nesse tempo que se encaminha, de Tempo ter que passar.&lt;br /&gt;De Tempo ter que levar do arco no céu que pouco, com minha vista alcanço, esses meus pequenos presentes da minha ilusão. Essas pequenas formações poéticas que me inspiram a prosseguir no sonho, mesmo que acordada. Por que assim, das estrelas me torno independente, por que do rebanho me torno pastora nata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111223291355118811?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111223291355118811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111223291355118811&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111223291355118811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111223291355118811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/as-brancas-nuvens-pelo-cu-guiadas.html' title='As brancas nuvens pelo céu guiadas'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111215798163936746</id><published>2005-03-30T07:45:00.000-03:00</published><updated>2005-03-30T01:46:21.643-03:00</updated><title type='text'>Essas minhas partes</title><content type='html'>Os meus olhos são bons para ver,&lt;br /&gt;E devo agradecer por que nunca me falharam.&lt;br /&gt;Mas guardam uma certa tristeza, esses olhos fundos...&lt;br /&gt;Olhos fundos que deixam qualquer emoção minha rasa.&lt;br /&gt;Que cores  persistem nessas doces meninas!&lt;br /&gt;Que amores se escondem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha boca tem de sobra dentes&lt;br /&gt;Que até hoje me foram fortes. Que assim seja!&lt;br /&gt;Há nela também uma língua lânguida&lt;br /&gt;Que se afia por qualquer sutileza hostil&lt;br /&gt;E que não se agüenta sã, quando enamorada&lt;br /&gt;Proferindo malfazejos ou o seu contrário, tudo por capricho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus ouvidos escutam &lt;br /&gt;E se escondem nos cabelos fartos,&lt;br /&gt;Pois preferem ignorar o que não gostam&lt;br /&gt;E encontrar os gracejos que os seduzem&lt;br /&gt;Numa bela voz, e  palavras aveludadas&lt;br /&gt;Um apelo por palavras bem cuidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus braços se estranham grandes,&lt;br /&gt;O que em nada resolve o seu porte.&lt;br /&gt;São de uma ondulação desajeitada&lt;br /&gt;E também de entrega, quando de carinho...&lt;br /&gt;São zelosos com mobilidade e delicadeza, e&lt;br /&gt;Desembocam em mãos esguias e confortáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas mãos com as quais ainda clamo&lt;br /&gt;Que retorcem a falta de tato&lt;br /&gt;Por que o tato lhes é tudo!&lt;br /&gt;E tocam, e acariciam e expressam o que querem&lt;br /&gt;Já que muitas vezes a razão não permite esse ato.&lt;br /&gt;Mãos firmes que embalam as vidas dos que amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu colo se abre fresco numa brisa.&lt;br /&gt;Bem de leve e devagar, por que a pele&lt;br /&gt;Se ressente ao arrepio de qualquer toque.&lt;br /&gt;E acontece um dar de ombros &lt;br /&gt;E calmamente o peito desce do arfar ansioso&lt;br /&gt;Almejando não mais se agitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justo o arfar que acomete febril meu ventre&lt;br /&gt;Quando movimenta meu corpo para a inquietação.&lt;br /&gt;Por fora fica um desassossego, &lt;br /&gt;Porém dentro, acalenta a calma de quem sabe esperar&lt;br /&gt;Um esperar de  criação, de abnegação a tudo que é de fora&lt;br /&gt;Assim acalmando, por isso querendo e sempre esperando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim minhas pernas teimam em sustentar o corpo.&lt;br /&gt;A verdade teimosa da solidão de seus passos&lt;br /&gt;Que sustentam, de certo, mas não solitárias.&lt;br /&gt;Essas pernas arredias, alongadas e sonhadoras.&lt;br /&gt;Querem me levar para que lugares? Quais rumos, quais estradas?&lt;br /&gt;Que corpo pode seguir tantas vertentes sem se tentar partir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111215798163936746?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111215798163936746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111215798163936746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111215798163936746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111215798163936746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/essas-minhas-partes.html' title='Essas minhas partes'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111206746447700727</id><published>2005-03-29T06:34:00.000-03:00</published><updated>2005-03-29T00:37:44.480-03:00</updated><title type='text'>A Roda, a Dor, a Volta e a Flor</title><content type='html'>Gira a roda da vida , a grande roda&lt;br /&gt;E nela eu giro e sou jogado de bom grado;&lt;br /&gt;Conquanto meus passos se sintam livres em troca,&lt;br /&gt;E se libertem na farsa desta roda que me bate,&lt;br /&gt;Contra a rocha do litoral, contra as grossas paredes de meu pesado Fado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse movimento de girar e tornar a virar, de tombar a cabeça  e sentir-me&lt;br /&gt;Tonto do céu, da terra e de mim mesmo, eu tento um pouco certo, remediar. &lt;br /&gt;Desfazer o descompasso de meus atos,&lt;br /&gt;Pois de sobremaneira, de mim e de meus medos estou farto,&lt;br /&gt;Dos sonhos que tive, de ver desfeitos esses laços&lt;br /&gt;De angústia, de receio e melancolia.&lt;br /&gt;Eu tento puxar forçoso desta roda, a fantasia&lt;br /&gt;E ao largo, vejo, para ela, o estreito zelo de minha poesia,&lt;br /&gt;Que vai e não volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  por que um dia fora e não sabe voltar, chora.&lt;br /&gt;Arde no tentar desnorteado de entrar na viva roda que teima em girar&lt;br /&gt;Em sentido de sofreguidão, em meio a tanta vigília de meu sonho.&lt;br /&gt;Como não entrar nesta roda, e como um dia conseguir dela sair?&lt;br /&gt;E saindo, por que voltar a girar e tombar e a percorrer, incauto esse caminho,&lt;br /&gt;Que volta e que não volta ao mesmo lugar que de um dia saiu?&lt;br /&gt;Querendo entrar mas como, não sabendo, por que já se esquece de quando girava;&lt;br /&gt;E sonhar saber dos passos que dava, não consegue, por que não sabe se era sonho&lt;br /&gt;Aquela cantiga que ao longe escutava, &lt;br /&gt;Ou se prece, aquele amor que se tingia de veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O não deixar dessa roda que não cessa o movimento&lt;br /&gt;Que cerceia o passo do meu destino, tomando ela o próprio remo.&lt;br /&gt;Querendo cair por terra o sonho que tenho de jamais acordar&lt;br /&gt;Desse arder veemente, que deixar eu nunca quis. &lt;br /&gt;Ninguém larga a roda por que não se pode saber nela como entrar,&lt;br /&gt;No lugar exato onde o sonho deixou de sonhar,&lt;br /&gt;Onde a firmeza dos pés, de si própria esqueceu-se de plantar&lt;br /&gt;E não se pode dessa roda uma flor que se queira retirar&lt;br /&gt;Levar ao chão o espinho,  sem que o giro não te faça cortar&lt;br /&gt;E sangrar e voltar à roda, por que dessa roda eu me vicio da flor&lt;br /&gt;Que em bela cantiga ao longe, eu ouvi soar das lamúrias de um pastor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111206746447700727?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111206746447700727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111206746447700727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111206746447700727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111206746447700727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/roda-dor-volta-e-flor.html' title='A Roda, a Dor, a Volta e a Flor'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111198687291764711</id><published>2005-03-28T20:13:00.000-03:00</published><updated>2005-03-28T02:14:32.920-03:00</updated><title type='text'>O que de muito se espera</title><content type='html'>São as sensações de uma vida inteira girando na cabeça e estremecendo os lábios quase numa prece. É um sabor de infância misturado ao cheiro de maresia, lembrando de tantas tardes a procura de peixinhos no imenso mar azul. É o medo de um adulto bravo, de uma nota baixa, de um mundo que teima em não se revelar. E de repente aquele mundo aparece abruptamente e some, e o chão treme simplesmente por que não é pisado tão firme. Essas sensações ora de estagnação, ora de mudanças repentinas aumentam uma expectativa pouco real mas muito boa de sentir.  E assim as certezas aumentam, mas não parecem tão certas. O ponto é que aprendemos e entendemos que aceitar essa relatividade é amadurecer, e a sensação de orgulho termina a tarefa de tirar a firmeza de nossa pisada. Para que o chão?  Se chega então a uma sensação de mudança, cuja base é o fato de não se poder voltar atrás; e o que se sente é o inesperado, mas não, o inesperado que me faz pisar novamente o chão, e sim o chão que me ajuda a evitar o inesperado.  Volto portanto a querer a imensidão do mar e a areia fria afundando meus pés&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111198687291764711?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111198687291764711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111198687291764711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111198687291764711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111198687291764711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/o-que-de-muito-se-espera.html' title='O que de muito se espera'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111198639128823217</id><published>2005-03-28T02:02:00.000-03:00</published><updated>2005-03-28T02:06:31.290-03:00</updated><title type='text'>Da experiência e amor a vida</title><content type='html'>Sentou aos pés do avô querendo desfrutar de sua experiência, de seu amor para com tudo. Não entendia o olhar acalentado sobre o que tocava. Via um êxtase quase etéreo, de tão suave que demonstrava ser. Via um deleite ao presenciar fatos dos mais insignificantes, mesquinhos, e claro dos mais apaixonados também.&lt;br /&gt;Pensava ser santidade aquilo que presenciava. Era mero detalhe toda uma vida igual a todas as outras ,a de seu velho avô. Esquecia-se das brigas, brincadeiras, amarguras e demais sentimentos e acontecimentos que o aproximavam da humanidade  que um dia emanara.&lt;br /&gt;Querendo saborear ainda mais esse momento, querendo tomar para si aquele modo de ver e viver a vida, perguntou ao avô sobre tudo o que a afligia, ou enchia de curiosidade. A resposta veio em tom baixo, um pouco arranhada pelo tempo. Presenciou o instante mais humano de seu avô quando este lhe deveria ensinar a sublimá-lo. Percebeu então que ansiava extremamente pela vida, que a invejava e que não duraria por muito mais seu momentos de despedida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111198639128823217?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111198639128823217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111198639128823217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111198639128823217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111198639128823217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/da-experincia-e-amor-vida.html' title='Da experiência e amor a vida'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111188282223324482</id><published>2005-03-26T21:10:00.000-03:00</published><updated>2005-03-26T21:32:07.416-03:00</updated><title type='text'>Prezada imensa massa de leitores da Fábrica Ltda.,</title><content type='html'>Inauguramos hoje nosso novo Serviço de Atendimento ao Consumidor. É um serviço terceirizado; antes realizava-o o próprio Blogger, mas, dada a sua pouca praticidade, optamos por otimizar nosso atendimento recorrendo ao HaloScan. Consumidores da Fábrica Literária interessados em relatar dúvidas, sugestões, esporros, reclamações, xingamentos, pedidos de ombro amigo, ameaças ou afins, podem dirigir-se ao link abaixo de cada post. O antigo serviço estará no ar ainda por um tempo de adaptação. Agradecemos a compreensão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111188282223324482?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111188282223324482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111188282223324482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111188282223324482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111188282223324482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/prezada-imensa-massa-de-leitores-da.html' title='Prezada imensa massa de leitores da Fábrica Ltda.,'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111177940659682561</id><published>2005-03-25T16:24:00.000-03:00</published><updated>2005-03-25T16:36:46.596-03:00</updated><title type='text'>Excesso</title><content type='html'>Tinha pressa, os passos pisando firme, pouca terra no chão muito lixo, obstáculos, rua irregular, os lixos nos espaços entre paralelepípedos - pontas de cigarro do dia inteiro, sujeira não se sabe de onde que forma uma massa estranha mas única e que faz parte do que se pisa. A sola entra em contato com a imundície dos dias infinitos, não acaba nunca. E tudo acumula. O cimento se mistura na parede, não tem uma definiçao nítida, são prédios feios, um do lado do outro, mais coisa irregular. A gente passa, passa não vê. Vê, mas não enxerga, não percebe. É assim, tá sempre ali, perceber o quê? A classificaçao das coisas percebíveis determina o que se vê. Ele via, via mas não conseguia captar porque não tinha classificaçao, e o cérebro incomodava com essa falta de categoria, isso que dizem que sem palavras não se pensa. Pensa, mas incomoda. Os lixos nos espaços do cimento incomodavam não o sapato, era uma coisa ou outra que aparecia mais forte e, droga, sem categoria. É uma massa de coisas a se ver tudo junto, todo mundo se mexe junto, eu não sei o que eles fazem. Eu não sei onde ando, eu só tento desviar, tem muita barraca, não quero comprar, quero chocolate, não quero mão no bolso, minhas mãos apenas pendem e esbarram. Ele esbarra, esbarra e anda e tem pressa. E coisas aparecem, brinco, boca, lâmpada, sapato, chão, sujeira, papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111177940659682561?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111177940659682561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111177940659682561&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111177940659682561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111177940659682561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/excesso.html' title='Excesso'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111151089362197611</id><published>2005-03-22T07:06:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T14:01:33.623-03:00</updated><title type='text'>Nem muito dormir, nem muito amar</title><content type='html'>Me pegou de jeito aquele homem,&lt;br /&gt;E para quem acha que isso tranquiliza&lt;br /&gt;Só posso dizer que desde então não durmo.&lt;br /&gt;O olho vacila com o passar do relógio,&lt;br /&gt;Mas o bater do coração, não. Hipnotiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as órbitas vagueiam loucas por sua sombra,&lt;br /&gt;E as mãos puxam o lençol da cama,&lt;br /&gt;E tudo se retorce e se ajeita.&lt;br /&gt;Como disse, não tranquiliza.&lt;br /&gt;Mas o sono vem, vence e reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclama por teu lugar, sono!&lt;br /&gt;Vem e toma teu posto, por misericórdia,&lt;br /&gt;Que minh'alma não suporta esta agonia.&lt;br /&gt;Deve ser masoquista, por que até no sonho&lt;br /&gt;Espanta as flores e me lembra, e instala a discórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Briga feia entre meu sono e esta loucura&lt;br /&gt;Este estupor que ateia fogo à vida.&lt;br /&gt;Ao longo de uma madrugada escassa de descanso&lt;br /&gt;Pelo menos os olhos são forçados a ficarem cerrados,&lt;br /&gt;E quem pensa ter chegado ao fim, não verá minha loucura vencida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cede por querer continuar,&lt;br /&gt;E para isso meu corpo precisa dormir,&lt;br /&gt;Pois após a noite, ela pode como quiser, me acordar.&lt;br /&gt;Claro que pensando, desvairando, suspirando, esperando.&lt;br /&gt;Mas sempre imaginando outra vez aquele homem me vir a sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111151089362197611?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111151089362197611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111151089362197611&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111151089362197611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111151089362197611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/nem-muito-dormir-nem-muito-amar.html' title='Nem muito dormir, nem muito amar'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111146365509932518</id><published>2005-03-22T04:33:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T13:56:33.470-03:00</updated><title type='text'>Bela Marília, de outros tempos, de sua infância...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Marília sentiu leve a onda bater em seu pé; mas não foi onda aquilo, disse a criança a seu lado. Era o restinho da onda que veio aqui dizer "olá". E a criança perto de Marília correu por entre os vários "olás" do mar e os saudou rolando na areia e Marília ali, olhando a cena e querendo fazer uma expressão de choro. Queria se emocionar, mas não conseguia. Acabou rindo. Marília precisava de emoção mas não sabia a quem pedir ou onde procurar, e quando conversava sobre isso com alguém, incialmente acreditavam estar ela precisando de aventura. E por que iria ela querer aventura? Queria quietude, que não possuía. Queria amparo, que não conseguia. Queria zê-lo, que pedia e não lhe davam. Tamanha era a negativa para as suas necessidades que acreditou ser uma fase de sua vida, mera carência ou qualquer outra frescura, mas enganava-se. Tudo nela já havia decidido por uma pausa na maneira de vida que tinha, decidira por um outro passo que nem ela própria conseguia realizar consciente e o caminho que seria um bom sinal, abria em delta a sua frente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhando a areia sentia frio, por que aquela imensidão lhe deixava só, e como não gostava de frio, achou que sua época sozinha já bastava. E para quem isso teria importância? Era uma boa pergunta a ser feita por si mesma, pois não via chance de alguém, verdadeiramente, se importar. Queria ser o apoio de alguém, ter esse apoio e sentir-se integrada. Que palavra! Que desejos! Eram de uma criança. Coitada! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marília, Marília, lhe diziam. Só por que pedia. Lhe avisavam para não se aninhar em vida alguma, mas precisava viver aquilo que sua vida e seu corpo almejavam. Como poderia resistir aquele apelo? Era ela querendo ser outra e manter-se a mesma era uma ofença. Entregou-se a pobre Marília à mendicância. Pedia emoção, pedia afeto, pedia para que o outro pedisse também, mas como mendiga, não lhe dirigiam sequer olhar. E Marília ficou só. E até agora vive só. Mendigar emoção a fez perder o pouco que guardara da infância. Bela época, bela Marília, de sorriso largo e olhar doce que brincava na areia da praia saudando o restinho de onda que vinha dizer "olá". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111146365509932518?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111146365509932518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111146365509932518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111146365509932518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111146365509932518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/bela-marlia-de-outros-tempos-de-sua.html' title='Bela Marília, de outros tempos, de sua infância...'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111107115112452212</id><published>2005-03-17T17:01:00.000-03:00</published><updated>2005-03-17T11:52:31.126-03:00</updated><title type='text'>Eles passaram e eu também</title><content type='html'>O João passou por aí,&lt;br /&gt;O aí da minha juventude.&lt;br /&gt;Junto com ele foi o José,&lt;br /&gt;O Henrique, Eduardo, Carlos...&lt;br /&gt;Ah,juventude volte com eles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram tantos que passaram&lt;br /&gt;E eu passei também pra eles,&lt;br /&gt;E quando na rua os encontro,&lt;br /&gt;Quero achar o que me levaram&lt;br /&gt;Mas não sei o que de fato se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um olhar simpático, um cumprimento talvez.&lt;br /&gt;O que não diz nada além de cortesia&lt;br /&gt;Mas que me mostra que não de todo eu passei,&lt;br /&gt;Nem eles de mim se foram totalmente&lt;br /&gt;Por que sinto agora que deixei a juventude pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praguejava antes essa lembrança que tinham.&lt;br /&gt;Não que tenham levado toda essa seiva poderosa&lt;br /&gt;E vejo hoje que a entreguei feliz,&lt;br /&gt;Satisfeita por que senti que também as deles um pouco guardei;&lt;br /&gt;Mas por que se deles guardei pouco, de mim levaram muita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111107115112452212?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111107115112452212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111107115112452212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111107115112452212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111107115112452212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/eles-passaram-e-eu-tambm.html' title='Eles passaram e eu também'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111103313755137045</id><published>2005-03-17T06:26:00.000-03:00</published><updated>2005-03-17T01:18:57.553-03:00</updated><title type='text'>Uma confissão de meus erros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesta vida de tantas escolhas eu me pergunto se acertei realmente alguma. Como eu, e tantos outros quisemos ter certeza sobre o turbilhão de fatos que nos rondam e que nos fazem agir, mas não tivemos. Tento escolher a roupa que uso e até hoje acerto (pelo menos algo!) mas se errasse me internaria. Imagino se confundisse o roxo com o preto e saísse de casa com uma roupa assim...Se na roupa acerto, já não posso dizer o mesmo do resto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Erro, na atitude, na palavra e até no carinho. Que tuas costas não reclamem da minha mão pesada, dura demais para uma mulher; mas se tento disfarçar essa minha rudeza gestual, o olhar me entrega e eu fico só. E na solidão erro de novo ao estendê-la mais do que deveria, por que você em algum momento me procura e eu te rejeito, e não aprendo que depois disso eu sempre choro. Não saio dessa agonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me enterro em um trabalho igual a tudo que vejo fora e permaneço reclamando em qualquer lugar, e sempre pra você, ou de você, ou com você. Isso de fato acontece pois somos iguais, não só entre nós , mas a todos sobre os quais reclamamos, com quem reclamamos e, novamente erro, por que nunca aceito essa condição de igualdade. Não quero ser igual a você, nem parecer igual para você, por que minha insegurança não permite que veja em outra pessoa o mesmo que vê em mim ou em você mesmo. E com isso, o que faço é afastar-me de tudo que me é comum, do que reconheço desde que acordo até o momento em que adormeço (melhor quando ao teu lado) para tentar enfim acertar alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que eu acerte, e isso é uma súplica ao que inclusive vivo errando, um Deus que nem sei se erra ou acerta ao nos manter assim, para que tudo fique do jeito que está por que ainda consigo te reconhecer quando acordo e ainda te procuro para adormecer. Por que sinto os mesmos sabores errados de uma comida mal feita, mas por que o aroma de um fruto doce me apaixona. Gosto de ver na rua as mesmas caras de manhã e encontrar o meu trabalho ruim com gente boa, ou ruim, ou insignificante, simplesmente por que é a vida que reconheço e por fim reconheço minha pequenez e constato meu erro de viver e a certeza de não poder corrigir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111103313755137045?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111103313755137045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111103313755137045&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111103313755137045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111103313755137045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/uma-confisso-de-meus-erros.html' title='Uma confissão de meus erros'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111098558052315145</id><published>2005-03-16T17:13:00.000-03:00</published><updated>2005-03-16T12:06:20.523-03:00</updated><title type='text'>A Estela de minha vida</title><content type='html'>Essa garota, a Estela&lt;br /&gt;Que vem aqui todo santo dia&lt;br /&gt;Que raia na madrugada como estrela&lt;br /&gt;Atrasada para voltar para o manto celeste&lt;br /&gt;Na esquina das ruas se perde&lt;br /&gt;E eu me esforço para conseguir vê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estela da minha vida&lt;br /&gt;Me entrelaçou nas redondezas de uma tal de Vega&lt;br /&gt;Ou seria de Orion?&lt;br /&gt;Me fez pagar passagem da viação Cometa&lt;br /&gt;E ainda deixa que sua mãe se meta&lt;br /&gt;Não bastasse reclamar de comida com "onion"?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frescura dela, frescura de todos&lt;br /&gt;Mas sem Estela sinto falta de frescura&lt;br /&gt;Sinto falta de onion, ou não. O que é onion?&lt;br /&gt;Estela vem de uma constelação emergente&lt;br /&gt;E quem pensa que amor por mim sente&lt;br /&gt;Não a viu girar entre Vega, ou melhor se entregar a Orion.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111098558052315145?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111098558052315145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111098558052315145&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111098558052315145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111098558052315145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/estela-de-minha-vida.html' title='A Estela de minha vida'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111094385854672588</id><published>2005-03-16T06:00:00.000-03:00</published><updated>2005-03-16T00:30:58.550-03:00</updated><title type='text'>Gerações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela vivia feliz com ele, numa casa triste de um cinza insosso e de um piso cru. E por mais que suas amigas lhe dissessem que não era grande coisa ser mulher de um homem, e não mulher de sua própria vida, assim vivia ela satisfeita. Era viver a vida de outro,carregar seu peso para aliviar a dor, olhar seu rosto cansado e poder contar com o apoiode seu peito ao dormir. Vivia pois feliz e desta mesma maneira sua vida terminou.&lt;br /&gt;A filha dela também vivia feliz com seu marido, mas não aguentava o cinza nem o cru. Discutia sempre com suas amigas sobre os defeitos de seus esposos, mas enaltecendo o quanto era bom o sustento garantido de um lar e o amor que aflorava sazonalmente daquele cotidiano. Sentia-se não menos amada, mas menos dependente pois agora havia a conta conjunta. Sua vida ainda não terminara quando decidiu que o casamento sim, mas não enxergando futuro sem o amparo do marido, casada permaneceu.&lt;br /&gt;A neta dela vivia feliz com seus namorados e também viveu feliz com seu ex-marido. Nem chegou a querer filhos e não os teve. Passou a gostar do cru para ambientes rústicos e o cinza sempre lhe pareceu blazé. Um homem podia ser bela companhia, mas amigos poderiam ser melhores, dependeria da ocasião. Sentia-se mais solitária que as demais, mas diversamente amada quando queria e quando a queriam. Não casou-se novamente, mas ainda mantém contato com seus antigos namorados, marido e casos. É totalmente independente, mas não se apoia em peito algum, nem admira seu cotidiano, pelo contrário, o detesta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111094385854672588?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111094385854672588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111094385854672588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111094385854672588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111094385854672588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/geraes.html' title='Gerações'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111090420848558616</id><published>2005-03-15T18:37:00.000-03:00</published><updated>2005-03-15T13:30:08.486-03:00</updated><title type='text'>A insanidade e a devassidão: eu e você</title><content type='html'>O homem que confundia a vida,&lt;br /&gt;Que olhava, que instigava,&lt;br /&gt;Que era desconcertante.&lt;br /&gt;Era um devasso, um insano,&lt;br /&gt;Trajava bem um terno&lt;br /&gt;Como qualquer outro pedaço de pano.&lt;br /&gt;Um homem tão cheio de coisas na estante,&lt;br /&gt;Sua vida em passagens quaisquer gritava&lt;br /&gt;Em fotos,papéis, por uma volta, por uma ida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse homem confudia também minha vida&lt;br /&gt;Me olhava e tentava me instigar.&lt;br /&gt;Não conseguia tanto quanto lhe era interessante.&lt;br /&gt;Me tentava devasso e eu lhe respondia quase insana:&lt;br /&gt;Que mal havia em ser tal devassa quanto?&lt;br /&gt;Uma mulher sem coisa alguma de fato interessante,&lt;br /&gt;Uma vida sem fotos ou papéis&lt;br /&gt;Que ele queria colocar na estante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois loucos confundindo a vida...&lt;br /&gt;Se olhavam desconcertantes,&lt;br /&gt;Se entrelaçavam insanos em qualquer pano,&lt;br /&gt;Se falavam devassos.&lt;br /&gt;Instigando, gritando, pedindo, chorando.&lt;br /&gt;Um por ventura tinha estante,&lt;br /&gt;A outra estava lá em fotos&lt;br /&gt;Entre tantos papéis e memorandos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ficou louco de amor,&lt;br /&gt;A outra caiu no esquecimento.&lt;br /&gt;Olhando insanos nas ruas,&lt;br /&gt;Vivendo a devassidão separados.&lt;br /&gt;Trajando qualquer pano.&lt;br /&gt;Guardando qualquer papel.&lt;br /&gt;Sem ter estante pra guardar.&lt;br /&gt;Sem poder ser foto desconcertante&lt;br /&gt;A constar na estante de outro alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111090420848558616?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111090420848558616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111090420848558616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111090420848558616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111090420848558616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/insanidade-e-devassido-eu-e-voc.html' title='A insanidade e a devassidão: eu e você'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111077447633059648</id><published>2005-03-14T06:20:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T01:32:36.430-03:00</updated><title type='text'>Um apelo de cama</title><content type='html'>Vem a mim o teu leito&lt;br /&gt;E sem mais delongas me recebe&lt;br /&gt;Como na hora em que primeiro quis&lt;br /&gt;E passou a querer, por dias e noites&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora em que imagino e toco&lt;br /&gt;O lençol e a madeira daquela cama&lt;br /&gt;Quando o leito pede ou quando esquece&lt;br /&gt;Mas quando, principalmente lembra meu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cativei tua cama e agora nada&lt;br /&gt;E mesmo assim, se somente ela quiser&lt;br /&gt;Juro que não terei orgulho capaz de negar&lt;br /&gt;Um chamado tão doce e delicado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me chama então!&lt;br /&gt;Cede aos pedidos de um móvel&lt;br /&gt;Que lhe é tão caro e fiel sem que perceba&lt;br /&gt;Por que somente a mim recebe, por que te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111077447633059648?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111077447633059648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111077447633059648&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111077447633059648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111077447633059648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/um-apelo-de-cama.html' title='Um apelo de cama'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-111068477458302865</id><published>2005-03-13T17:32:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T01:20:17.640-03:00</updated><title type='text'>No meio do caminho havia uma menina  Havia uma menina no meio do caminho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentada em um caminho de pedra uma menina olhava o curso da vida. Essa menina olhava e não tomava rumo pelo caminho. Quando precisou seguir, parou. Quando precisou escolher, voltou-se para dentro de si, num aconchego que criara para não sofrer. Era o desalento que temia. Era a solidão que a espreitava. E no meio de tantas idas e vindas de sua frágil consciência, ela decidiu esperar. O esperar que não cobra, que não finge e que principalmente, lhe acoberta. Lhe acoberta por que acolhe seu medo e o disfarça, por que a deixa respirar.E assim o caminho de pedra era, uma espera materializada, pois estaria ali por tempos até que pudesse levantar e seguir. Até hoje ela está lá, pensando, pesando seus sentimentos e culpas por ali ter permanecido. Julgando sua covardia. Assim amou o caminho de pedra e o culpou, e o amou novamente. Arraigada ao rumo de seu receio, fixa seu olhar na escolha do próximo paralelepípedo a pisar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-111068477458302865?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/111068477458302865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=111068477458302865&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111068477458302865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/111068477458302865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/03/no-meio-do-caminho-havia-uma-menina.html' title='No meio do caminho havia uma menina  Havia uma menina no meio do caminho'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110948776895743994</id><published>2005-02-27T04:02:00.000-03:00</published><updated>2005-02-27T04:02:48.956-03:00</updated><title type='text'>Pudera</title><content type='html'>Por uma noite apenas&lt;br /&gt;Cair em tentação&lt;br /&gt;Sair de casa&lt;br /&gt;Roubar um diamante&lt;br /&gt;Bater a tua porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na manhã dessa noite&lt;br /&gt;Apenas rezar&lt;br /&gt;E entrar em casa&lt;br /&gt;Como se o diamante nada fosse&lt;br /&gt;Mas deixá-lo na tua cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por uma vida apenas&lt;br /&gt;Essa tentação me salvasse&lt;br /&gt;E minha casa me aguardasse&lt;br /&gt;Como um diamante&lt;br /&gt;A tua porta seria a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu seria feliz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110948776895743994?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110948776895743994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110948776895743994&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110948776895743994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110948776895743994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/02/pudera.html' title='Pudera'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110921931559118282</id><published>2005-02-24T18:26:00.000-03:00</published><updated>2005-02-24T01:46:40.710-03:00</updated><title type='text'>Incomoda</title><content type='html'>Havia uma pedinte no ônibus. Tão repulsiva a sua imagem e voz, tão convidativa a sua vida, como água de poço. Digo água de poço por que desperta curiosidade, pavor e solidão. E se digo que tal qual água de poço aquela sua figura me parecia, é pois por simples eufemismo que minha moral gostaria de empregar.&lt;br /&gt;Algo de altivo parecia evidente, mas não entendo assim aquele olhar; sobretudo por que havia agressividade, revolta e pústulas por todo o corpo. Feridas de uma cor rosa de carne fresca. Os cabelos eram uma coisa disforme com um tom vulgar e opacos. Os olhos vidrados no caminho, tomavam rumo contrário ao da boca que só fazia pedir e lamentar, pedir e lamentar, pedir e lamentar.&lt;br /&gt;Na verdade parecia ordenar alguma reação mesmo que de nojo. Instigar talvez fosse&lt;br /&gt;sua vontade, mas em meio a tantos passageiros distantes e sem vida, fitou-me aguardando uma providência. De repente me juntei à massa disforme de passageiros e não me senti melhor do que os cabelos opacos da pedinte que exibia,  agora, as feridas da axila esquerda.&lt;br /&gt;E após isso a pedinte ficou na rua e a massa opaca de passageiros, ofuscada pelas pústulas, continuou. O que teria dito à pedinte? Qual o motivo de seu impacto em meu trajeto? Ainda fica sua imagem em minha cabeça e mesmo se tivesse correspondido a seu olhar e reagido, ainda as feridas me incomodariam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110921931559118282?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110921931559118282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110921931559118282&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110921931559118282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110921931559118282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/02/incomoda.html' title='Incomoda'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110902687307050900</id><published>2005-02-21T19:51:00.000-03:00</published><updated>2005-02-23T19:57:30.573-03:00</updated><title type='text'>Ode a Melpómene</title><content type='html'>Não posso mais escrever&lt;br /&gt;Pelo menos não poesia&lt;br /&gt;Esconde-se a musa a meu ver&lt;br /&gt;A mim só me resta agonia&lt;br /&gt;Este fado tão grande&lt;br /&gt;É a pluma que carrego&lt;br /&gt;É Golias, o gigante&lt;br /&gt;Ao assassínio me entrego&lt;br /&gt;Já cantei odes e ego&lt;br /&gt;Já beijei a tua fronte&lt;br /&gt;Silencia Fim o teu credo&lt;br /&gt;Safo, Alceu,Anacreonte!&lt;br /&gt;Onde havia encanto&lt;br /&gt;Agora há só defeito&lt;br /&gt;Ó,Baco, dê-me acalanto&lt;br /&gt;Amarre no amor o desfeito!&lt;br /&gt;É tão contraditório&lt;br /&gt;Este escrever não escrevendo&lt;br /&gt;Revela-se factício notório&lt;br /&gt;Que n'alma atua de alento&lt;br /&gt;Onde há esperança, há dor&lt;br /&gt;Vivo de um breve lamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110902687307050900?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110902687307050900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110902687307050900&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110902687307050900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110902687307050900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/02/ode-melpmene.html' title='Ode a Melpómene'/><author><name>Thainara Canteli Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16383201186477708104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img.photobucket.com/albums/v497/Thai82/thai1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110827109262182305</id><published>2005-02-13T09:02:00.000-02:00</published><updated>2005-02-13T03:07:30.520-02:00</updated><title type='text'>Que venha a loucura!</title><content type='html'>Nutro pela sabedoria uma ânsia absurda, um não sei quê mágico. Chego ao cúmulo de querer sorver o conhecimento alheio até a última gota e ainda sentir que não foi o bastante. Por vezes me perguntei se era megalomania, mas que maravilha de paranóia se verdade fosse. &lt;br /&gt;Odin já perdera um olho pelo troféu dessa história, e eu aqui sem perder uma gota de suor, definitivamente a grandiosa eloquência e força divinas não me tocaram.  Queria saber a razão desse prazer que sinto ao ter total consciência de que de fato aprendi algo. E novamente quis saber. Seria mera curiosidade?  Exibicionismo? Pseudo-intelectualidade como uma amiga qualifica? O tom imperativo deste “verbinho” sacana, para a minha satisfação pessoal, ainda vai me deixar razoavelmente enlouquecida. Que seja uma loucura povoada então pelas figuras que por tanto tempo compuseram a orgia mental de meu estreito conhecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110827109262182305?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110827109262182305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110827109262182305&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110827109262182305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110827109262182305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/02/que-venha-loucura.html' title='Que venha a loucura!'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110772387956421945</id><published>2005-02-06T19:03:00.000-02:00</published><updated>2005-02-06T19:04:39.563-02:00</updated><title type='text'>Tua ausência</title><content type='html'>Quero a certeza,&lt;br /&gt;Senão, como poderia esperar?&lt;br /&gt;Quero a intenção forte&lt;br /&gt;Para permanecer em minha conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta para desbravar meu peito,&lt;br /&gt;Esta já foi conquistada por você...&lt;br /&gt;Mas e tua decisão?&lt;br /&gt;Qual perdedor manipula quem o domina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu assim fraco,&lt;br /&gt;Dominado pelo medo,&lt;br /&gt;Ansioso pela falta, minha, bem sei&lt;br /&gt;E cheio de esperança em seu antigo sorriso.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110772387956421945?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110772387956421945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110772387956421945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110772387956421945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110772387956421945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/02/tua-ausncia.html' title='Tua ausência'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110651491036145939</id><published>2005-01-24T01:12:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T19:15:10.363-02:00</updated><title type='text'>Temor e esperança (a questão da continuidade)</title><content type='html'>Meus filhos serão bons, assim espero, assim quero acreditar. Pelo menos em algum momento do dia penso neles. Não imagino o rosto,  não tento adivinhar a voz, nem tenho um pai para eles. Apenas sinto a futura existência sem ao menos conseguir quantificá-la. Tento sempre procurar a origem dessa vontade, que não parece minha, nem de ninguém (talvez seja deles, dos próprios filhos). &lt;br /&gt;É rápido, sai como um soluço, mas não de choro, e sim, de fome pela continuidade. Às vezes acredito que seja por instinto somente, às vezes por solidão, ou por arrependimento. Uma tentativa de corrigir os próprios erros antes que eles aconteçam novamente. Pretensão a minha de achar que tudo será igual. Ainda bem que não. Começo a crer que minha maior satisfação será encontrar na diferença as qualidades que não tenho e acrescentar as que descobri.         &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110651491036145939?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110651491036145939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110651491036145939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110651491036145939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110651491036145939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/temor-e-esperana-questo-da.html' title='Temor e esperança (a questão da continuidade)'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110644528451321128</id><published>2005-01-22T23:49:00.000-02:00</published><updated>2005-01-22T23:54:44.513-02:00</updated><title type='text'>Inspirado em "Hallelujah"</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não morava sozinho, mas a casa estava vazia. Chegou silenciosamente, e quando percebeu a ausência dos outros entrou mais aliviado - mas um pouco mais triste também. Se é que se pode chamar de tristeza aquela sensação. Talvez melancolia. Aquilo que vicia, aquele que suga, geralmente não é a tristeza. Sentia algo não doído, mas um pertencimento e reconhecimento a todos os Jesus &amp;amp; Mary Chains, Elliott Smiths e Morrysseys da vida. Era um deles. Sim, só que sem glamour. Quando entrava em casa, até a chave parecia não se acostumar a seu lugar, pois que ele tinha que ajeitá-la de um modo todo especial para que abrisse. Só então a porta rangia, e o seu espaço o acolhia, com seus mesmos móveis, mesmo cheiro, mesmo ar, mesma densidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jogou os objetos que tirou dos bolsos sobre qualquer cadeira. Olhou em volta, e procurou o que comer. Parou com o sanduíche a meia distância dos dentes para perceber como estava tudo tão insuportavelmente parado ali. Parecia inconcebível que as pessoas se movimentassem lá fora. Parecia surreal que do outro lado do mundo guerras estivessem acontecendo, festas ocorressem em sua própria cidade, ou mesmo que o vizinho utilizasse o liquidificador no momento. Mordeu o sanduíche até um pouco desacostumado, resistente ao mexer dos músculos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ficou ali parado, encostado na pia da cozinha, a observar o nada. Coisa alguma transparecia nos olhos, na testa, na posição do corpo. Estava a sós com o silêncio e a ausência de pensamentos. Nem frio sentia, nem calor. Talvez seus sentidos o tivessem abandonado. Ressoava em sua mente a música do filme que tinha visto na semana anterior. Um instrumental em tom menor, um som leve de cordas, uma melodia que se repetia, devagar, esvanecendo, diluindo, até formar-se de novo seu início. Pôs-se a observar os milímetros do cômodo, devagar, até chegar à sala, como se tomando cuidado para não deixar cair algo de frágil que carregava. Tinha medo de esquecer a música. Sentou na única poltrona da sala. Em frente ao único armário. Pensou em escrever para Ela, contar sobre o filme, sobre aquela sensação, contar sobre a música, e sobre como era bonita. Mas... ela nem se importaria. Acharia bonita, nada mais, e nem se comoveria com o tom menor das cordas que se repetiam na memória dele.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não escreveu nada. Não comeu mais nada. Depois do sanduíche, esfregou levemente as mãos, deixando os migalhos caírem descuidadamente no chão. Não falou nada para si mesmo, não ligou televisão, nem rádio. Continuou apenas ali, esperando não sabia o quê. Talvez que a música parasse de repetir na sua cabeça. Mas continuava, e ele apenas deixou-se ficar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110644528451321128?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110644528451321128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110644528451321128&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110644528451321128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110644528451321128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/inspirado-em-hallelujah.html' title='Inspirado em &quot;Hallelujah&quot;'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110642806106636062</id><published>2005-01-22T19:04:00.000-02:00</published><updated>2005-01-22T19:07:41.066-02:00</updated><title type='text'>À la Andy Warhol</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nothing is wasted, only reproduced&lt;/em&gt;, canta Damon Albarn na clássica de discos "Girls &amp; Boys". Teoria parecida repetida à exaustão na culinária: "Tudo se transforma". Infindáveis são as regravações de músicas já aprovadas pelos ouvidos do público - algumas louváveis, outras apenas repetitivas. A teoria não se manifesta só nisso, claro. As tradicionais "influências" estão aí em cada resenha de disco ou banda pra confirmar que algo novo é coisa do passado, o que importa mais agora é fazer o mesmo de forma bacana - pelo menos com uma cara parcialmente nova. Bandas novas como Libertines e Interpol ressucitam The Clash e Joy Division, respectivamente, sem serem por isso consideradas medíocres. Também, bandas que fazem "apenas" um rock bem feito se saem bem na fita, agradam, e nem por isso vem alguém perguntar: "E aí, o que você acrescentou na história da música pop?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legais também são as coincidências - verdadeiras ou intencionais. Todo mundo já reparou que o início de "Are you gonna be my girl", do Jet, é idêntico ao da fofíssima "A town called malice", da veterana The Jam (música essa, aliás, que foi som para uma cena feita na medida pra cativar o público cult no filme Billy Elliott. E sim, eles conseguiram). Tocou até em uma boate em algum dia passado desses: primeiro a nova, depois a antiga, as duas seguidas, de propósito. Outro dia, teve "It's my life" do No Doubt, e pra refrescar a memória a mesma "It's my life", só que do Talk Talk (cá entre nós, que não teve nada de novo na regravação, o único mérito foi fazer as pessoas verem como a bendita música é bacana pacas!). E ainda outro dia, sessão infindável em overdose de "Heroes", com 3 versões diferentes coladinhas, inclusive na voz original do (Ave!) Bowie. nessas horas dá vontade de ser DJ. Semelhança tem também em "Mr. Brightside": não lembra nitidamente "Born Slippy", Underworld, que foi tema do filme classiquinho de juventude pseudo-revoltada Trainspotting?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a música está cheia dessas referências. Não só na própria música, até nos próprios nomes das bandas. Exemplos clássicos são Radiohead, cujo nome é o mesmo de uma cançãozinha chata dos não-chatos do Talking Heads ("&lt;em&gt;radio head... the sound of a brand new world"&lt;/em&gt; - adequado, não?), e Rolling Stones, da música do Bob Dylan "Like a rolling stone".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra quem quiser se divertir com charadas, bastar pegar "American Pie" (do Dom McLean, não da Madonna, argh!) e ir decifrando as referências. Nada de dicas por enquanto!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110642806106636062?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110642806106636062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110642806106636062&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110642806106636062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110642806106636062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/la-andy-warhol.html' title='À la Andy Warhol'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110522385668843019</id><published>2005-01-09T02:41:00.000-02:00</published><updated>2005-01-08T20:37:36.686-02:00</updated><title type='text'>Disto aqui</title><content type='html'>Dentro em breve parto disto aqui&lt;br /&gt;E o quanto antes alcanço o Tempo&lt;br /&gt;Peço a ele que não corra e que esmoreça&lt;br /&gt;Que não acelere, cruel, a volta para o que não sou&lt;br /&gt;Para o que não quero ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Disto aqui” é tudo o que não pode ser&lt;br /&gt;Habitual, corriqueiro, cotidiano&lt;br /&gt;E o meu pedido é para que a rotina fique&lt;br /&gt;Fora da vida, da minha cabeça, perdida no Tempo&lt;br /&gt;Mas o Tempo não pode fazer nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em breve serei eu a esmorecer&lt;br /&gt;E tragada por nada que é “disto aqui”&lt;br /&gt;Sorverei dias constantes em sua velocidade&lt;br /&gt;Assim, quisera eu  ter todos os dias a correr&lt;br /&gt;No tempo que não esmorece jamais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar sem perceber a passagem desse Tempo&lt;br /&gt;Tão perceptível em sua lentidão&lt;br /&gt;Sentir que tudo é “disto aqui”&lt;br /&gt;Tudo tão rápido por que é bom&lt;br /&gt;E por que não é cotidiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “disto aqui” é o que me agrada&lt;br /&gt;É o que não percebo por que não me dói&lt;br /&gt;Por que passa tão rápido quanto os bons momentos&lt;br /&gt;Que minha lembrança luta para o Tempo não apagar&lt;br /&gt;O “disto aqui”, para mim, está fora do Tempo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110522385668843019?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110522385668843019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110522385668843019&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110522385668843019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110522385668843019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/disto-aqui.html' title='Disto aqui'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110498103033574377</id><published>2005-01-06T13:07:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T01:10:30.336-02:00</updated><title type='text'>Não te deixarei, não!</title><content type='html'>O fundo do leito parece agradável à folha que da mata na margem cai. Ela nasce com viço e se alegra de cumprir sua função, mas como a flor do poeta romântico, não consegue pensar-se sem aquela água, sem aquela correnteza. E assim, toda a sua existência reúne preces e trabalho árduo, pois somente com este trabalho acha que não correrá o risco de sair de perto de seu rio.  Outras folhas se deixam conquistar pelo vento e acabam na terra, esperando que outro golpe de ar passe e as leve, mas esta folha não se deixa dissuadir por uma brisa galante, prefere o rio, que perene lhe assegura presença constante. Por mais que o vento possa levá-la longe, de que adiantaria ficar sem ele algum dia? O rio não se afastaria pois a tragaria e a manteria sempre com ele. Então não adianta por nenhum momento a vista que tem de sua futura companhia, enxerga ao longo de sua vida útil para aquela mata o percurso daquele que um dia a guardará com tanta dedicação. Esta folha não pede: Não me deixes não! Esta folha afirma que não o deixará, pois sabe que a promessa já é implicitamente recíproca. Que o rio será tão fiel ao recebê-la quanto ela ao escolhê-lo e que pelo tempo que puder a manterá no movimento de sua correnteza como quando sentiu o primeiro chacoalhar do galho onde brotou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110498103033574377?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110498103033574377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110498103033574377&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110498103033574377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110498103033574377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/no-te-deixarei-no.html' title='Não te deixarei, não!'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110489457594601227</id><published>2005-01-05T01:05:00.000-02:00</published><updated>2005-01-05T01:09:35.946-02:00</updated><title type='text'>E a solidão elevou a areia ao céu</title><content type='html'>A solidão me agrada tanto quanto uma brisa leve em dia de céu azul. Por vezes a mesma imagem me toma o pensamento: um rochedo imenso e cor de fogo, um céu tão azul e o vento cantando nas areias fugidias da terra. Do alto daquele rochedo eu salto, após ter corrido como se estivesse a preparar uma decolagem. Naquele momento que dura o quanto meu rochedo tiver de altura, sou eu e o atrito do ar que por mim é sensorialmente ignorado. Não há queda e sim, entrega de meu corpo, naquele meio que me revive, à liberdade plena que busco incessantemente. &lt;br /&gt;Outrora escrevi poesia melancólica o suficiente sobre isso, e ainda não sei se abandono a melancolia por completo.  O assunto me vem à mente como um rompimento em meu espaço esgotado, o espaço em que vivo, e recorda minha essência livre a qual sufoco diariamente. Trato disso como algo a ser superado, mas tenho visto que o que me é matéria de existência é justamente superar a necessidade de sublimar o que deve ser meu eixo. Então paro madrugadas inteiras a buscar uma maneira de coabitar esses eixos tão diferentes. Talvez escreva mais poesias até descobrir essa tal forma, ou mesmo estabeleça a permanência da entrega de meu corpo ao rochedo, ao ar e à queda. Ser tão fugidia quanto a areia que do vale sobe ao rochedo e desce e paira sem ter amarras em algum tempo ou espaço. Hoje, a idéia de juntar-me ao vento me soa tão cálida quanto a idéia de negá-la, como já ocorrera. Eram tempos tão atrelados ao que nada me era, tudo me escapava e eu me perdia, e era tudo tão concreto.  A inconsistência da solidão e a abstração do que me pesa na alma me elevam até onde a areia da terra pode ir no céu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110489457594601227?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110489457594601227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110489457594601227&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110489457594601227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110489457594601227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/e-solido-elevou-areia-ao-cu.html' title='E a solidão elevou a areia ao céu'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110458793283627798</id><published>2005-01-01T11:54:00.000-02:00</published><updated>2005-01-01T11:58:52.836-02:00</updated><title type='text'>Noites Brancas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Que é a noite?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que são as noites sem você?&lt;br /&gt;Milagre ardiloso de vida&lt;br /&gt;Que escapa felina de uma morte lenta&lt;br /&gt;Imprecisa&lt;br /&gt;Perdida num andar selvagem&lt;br /&gt;Num tal de 1002.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110458793283627798?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110458793283627798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110458793283627798&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110458793283627798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110458793283627798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2005/01/noites-brancas.html' title='Noites Brancas'/><author><name>Thainara Canteli Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16383201186477708104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img.photobucket.com/albums/v497/Thai82/thai1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110450656551282448</id><published>2004-12-31T20:17:00.000-02:00</published><updated>2004-12-31T13:22:45.513-02:00</updated><title type='text'>Prosa de vó do sertão (sem final feliz)</title><content type='html'>José num quis ir a luta como seu tio fez, via o dia sair de trás da serra e cortá o azulão por meses até que esses meses virassem muitos anos. Não trabalhava como homem muito menos como o jumento do Seu Malaquias. Esse sim, pobre animal que num poderia de saber que merecia mais agrado que aquele pobre diabo.&lt;br /&gt;José acabou tomando conta do cemitério da cidade, quer dizer, cidade é elogio por demais pra aquela rua que cortava o mato ralo daquelas bandas. – Ô vó, mas conta do jumento. Quem era Seu Malaquias?&lt;br /&gt;Sim, claro, Seu Malaquias já quis cortejá sua velha avó. Sujeitinho folgado aquele, cheio das avareza na alma, mas era afogueado que só. Bem, o fogo do homem não é procês. O jumento dele era talvez o que mais trabalhava em toda a cidade, carregava pedra, grão, e dizem, até um safado que Seu Malaquias teria dado cabo.- Oh! Verdade, vó? &lt;br /&gt;E eu sei? Sabem como é, não? Mas como eu ia dizendo,  o jumento merecia era agrado, e num deram agrado pra ele, morreu com as tripas na estrada depois de ter passado um daqueles caminhão, já viram um?- Não senhora.&lt;br /&gt;Mas o bicho é bonito, tem quatro rodas e faz um barulhão pra modo de chamá a cidade toda pra bem perto. Vem vendendo gás, as vezes vende coisas da cidade lá de longe, mas quando vem com coisa cara, num faz boa venda. Numa dessas vez é que seu tio foi embora com ele, pra cidade lá de longe, disse que ia voltá bem na vida, mas não voltô. – E lá na cidade, vó? O tio tá rico?&lt;br /&gt;Fosse esse o destino de toda essa gente que sai daqui, eu já tinha mandado ocês pra lá, mas não. Num carece de cruzar esse chão todo pra trabalhá que nem o jumento de Seu Malaquias, morrê de fome e acabá morto na estrada, que nem seu tio. Aqui tem o José pelo menos pra cuidá de ocês no cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110450656551282448?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110450656551282448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110450656551282448&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110450656551282448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110450656551282448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/12/prosa-de-v-do-serto-sem-final-feliz.html' title='Prosa de vó do sertão (sem final feliz)'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110420700793744801</id><published>2004-12-28T02:03:00.000-02:00</published><updated>2004-12-28T02:10:07.936-02:00</updated><title type='text'>Sobre o LugarComum</title><content type='html'>O mundo é um clichê. Guerra, fome, heróis x vilões, mesmos medos, mesmos erros, mesmas coisas, sempre, sempre, sempre. Sentimentos previsíveis, situações repetidas. Por isso que todo mundo se dá conselho mutuamente. Tudo acontece mais ou menos com todo mundo, só os detalhes mudam. E as exceções, aquelas que às vezes dão no jornal ("mulher é devorada por crocodilos no zoológico e abraça os animais enquanto é morta pelos animais"), só confirmam a regra. Tudo é clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar por mim. Meus problemas são todos óbvios. Por mais complexo que eu tente fazê-los parecer, sempre milhões de pessoas já sentiram a mesma coisa: inveja, raiva, alívio, etc, etc, etc. É só não ser muito específico. Aí a gente olha ao redor... todo mundo igual. Um monte de cabecinhas andando pra lá e pra cá, com suas rotinas parecidas, tentando fugir disso - porque, sim, clichê é um saco. E se reconhecer isso dá uma crise existencial. Por isso que uma das fugar na auto-piedade é a tendência de achar que "ninguém me entende". Pois é, não entende mesmo, porque todo mundo é burro - e aí está mais um clichê - pra perceber que são sempre as mesmas histórias. E o Bush? Que clichezão... parece saido dos Power Rangers, de tão caricato. Ele e o Saddam, o Blair, o Lula... e o Yuschenko? Hm... boa pergunta. Eu diria que minha fascinação por países pouco comentados na mídia impede uma análise menos parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantava tentar fugir, porque todo mundo que evita o clichê cai no mesmo: "quero fazer algo diferente". A tentativa de fuga já estava prevista no sistema. Não o anula, mas o reforça.&lt;br /&gt;A vida é uma interminável repetição, uma novela mexicana disfarçada. Às vezes parece que é tudo produzido na Matrix, ou criado para o Show de Truman, de tão inesperadamente artificial. Eu esperava algo mais. Mas não posso negar que ainda seja ... interessante.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110420700793744801?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110420700793744801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110420700793744801&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110420700793744801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110420700793744801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/12/sobre-o-lugarcomum.html' title='Sobre o LugarComum'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110385474471317075</id><published>2004-12-24T00:17:00.000-02:00</published><updated>2004-12-24T00:19:04.713-02:00</updated><title type='text'>Flagrantes da psiqué urbana</title><content type='html'>Ela queria saber por que se tinham olhado durante toda a viagem e nada mais acontecera. Que diabos ocorreu naqueles minutos? Quantos foram afinal? Passou todo o percurso do Metrô olhando para um indivíduo sentado no banco laranja, que não cedeu lugar a uma senhora grávida. Inconscientemente reconheceu o terno, a gravata, o sapato, o jeito de quem tem um humor afiado, ácido. Bem, era um partido, e que partido! O fato daquela figura ter causado tanto frisson estava todo na sua tara por ternos e executivos. O pior: ela tinha consciência disso. Nunca idealizou fardas, uniformes, professores de ginástica, apenas o terno. De certo que pormenores se faziam presentes, já que nunca quis se convencer de que os ombros largos eram resultado de ombreiras. O que não esperava era a reciprocidade na mesma medida. Como assim?  Se olhavam, e não “ela olhava”.  O rapaz a percebia tão quieto quanto, e assim as estações passavam. Ele olhava a saia, a meia, até os livros. Só um detalhe, ele sim gostava de uniformes, no entanto, eram mochila e chiclete que lhe chamavam atenção. No decorrer do trajeto até a estação da escola havia uma ninfeta e um pedófilo no vagão,  seguros pela razão de cada um? Talvez. Provável tenha sido a conversa do senhor idoso com a jovem, e da grávida com o sujeito, o mantenedor do equilíbrio, quem sabe,  moral daquele trem. &lt;br /&gt;Enquanto a jovem estudante saía para suas aulas, entrava um  mulato. Costas grandes, sandálias gastas, bermuda e camisa surradas. Andava estranho, havia um volume na lateral de sua bermuda. Sua aparência provocou receio daqueles que estavam em mais um percurso para mais um dia de trabalho, numa cidade violenta e desgastada, dentro de um Metropolitano que graças ao bom senso colocara seguranças nos vagões. O homem ao perceber que as portas haviam se fechado elevou seu tom de voz ríspido e em seguida, não pôde soluçar, pois havia sido tragado pelos braços dos guardas. Cidadãos de bem sentiram-se seguros até que no desenrolar da cena viram que o volume na bermuda era devido à bolsa de urina de um pedinte doente que acabara de sair da fila de uma emergência de hospital público e precisava comprar o remédio da receita. Mal-estar. O mendigo praguejava no chão e foi levado para fora pelos seguranças, quando de outra estação.   Era necessário tirar da mente dos honrados trabalhadores as imagens que poderiam interferir em sua contribuição para com a sociedade. Esta mesma que de quando em quando lhe expunha, inconscientemente, suas mazelas. &lt;br /&gt;Um metrô sorteado com tantas amostras peculiares. Seria? Ou havia detestavelmente, normalidade na freqüência desses eventos? Havia um advogado a caminho de mais uma jornada de supressão da justiça, atraso lamentavelmente burocrático e  atos forçosamente corruptos. Contudo era digno, o “bacana”, merecia respeito. O mendigo importunava os sentidos, mas o corrupto não era acusado pela razão alheia. &lt;br /&gt;Na estação final, só se constata o fim da linha, a certeza de voltas e idas contínuas de muitos vagões como este. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110385474471317075?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110385474471317075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110385474471317075&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110385474471317075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110385474471317075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/12/flagrantes-da-psiqu-urbana.html' title='Flagrantes da psiqué urbana'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110229446172891018</id><published>2004-12-05T22:52:00.000-02:00</published><updated>2004-12-24T00:16:19.260-02:00</updated><title type='text'>Janela de hospital (e outras também)</title><content type='html'>Não deixam de cair as lágrimas do rosto na janela. Não deixam de traçar caminhos no hálito condensado na janela, e assim até embaixo se entortam. Um zigue-zague parado no tempo do rosto na janela. O frio é certo e parece durar mais do que gostaria, e assim a janela fica, sempre um amparo para lágrimas de mais um rosto a aguardar. Aguardar o início, o fim ou a continuação de uma ou mais vidas. E quando se fizer quente o tempo, ainda sim, timidamente, poderão traçar mais uma vez as lágrimas, seus tortuosos caminhos. E uma testa pode vir a apoiar-se, quem sabe? Ou mãos poderão repousar de uma súplica, em sua superfície constante e lisa, que fria absorve o calor das emoções. Um figurante invisível e tão necessário por isso. Pode ser, na dor, o fio para a lucidez, por mostrar através de si, veracidade. E pode ser o primeiro meio, onde visualmente se transmite para o mundo, o extravasar do contentamento. E para os que se habituam, simplesmente permite algum deslumbrar imaginário ou real (que seja!) de anseios comedidamente não revelados. Ali ficarão por tempos a transpassar realidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110229446172891018?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110229446172891018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110229446172891018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110229446172891018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110229446172891018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/12/janela-de-hospital-e-outras-tambm.html' title='Janela de hospital (e outras também)'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110218283239503369</id><published>2004-12-04T15:47:00.000-02:00</published><updated>2004-12-04T15:53:52.396-02:00</updated><title type='text'>A modelo</title><content type='html'>Me torça e ajeite a onda do cabelo.&lt;br /&gt;Não há de preocupar-se em me forçar;&lt;br /&gt;Então me olha e calcula o que despir.&lt;br /&gt;Com que razão? Trato de ficar crua,&lt;br /&gt;Nua como superfície do mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão para trás e pescoço tombado&lt;br /&gt;Me posiciona como noutro dia.&lt;br /&gt;Expôs um seio e ocultou o outro,&lt;br /&gt;Outra mão sobre ele. Agora sofra!&lt;br /&gt;A expressão de desamparo e dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pedra também passa a sofrer&lt;br /&gt;Ainda brutalmente trabalhada.&lt;br /&gt;A mão não quer mais ocultar o seio,&lt;br /&gt;Nem a nuca se manter intocada.&lt;br /&gt;Sofra! Reata o seio à mão dormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora  lisa, minha forma branca&lt;br /&gt;Sofre para qualquer observador .&lt;br /&gt;Quem torceu ao menos me pagou bem.&lt;br /&gt;E ainda pude sentir como tocou&lt;br /&gt;O mármore onde me aprisionou. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110218283239503369?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110218283239503369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110218283239503369&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110218283239503369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110218283239503369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/12/modelo.html' title='A modelo'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110045871310455551</id><published>2004-11-14T16:51:00.000-02:00</published><updated>2004-11-14T16:58:33.103-02:00</updated><title type='text'>Conhece-te a ti mesmo, Abaporu</title><content type='html'>Autoconhecimento antes de um ato antropofágico, esse deveria ser o cuidado prévio. A antropofagia em questão seria a de “Oswald” e não aquela relatada por Hans Staden, seria a concepção de absorção de influências externas mediante seleção consciente e crítica por parte de quem as absorve. O caminho para uma escolha positiva para a nação e/ou povo que absorve, e que com isso, transforma, há muito foi ensinada, por um grego. Sócrates era seu nome.&lt;br /&gt;A maiêutica, método do filósofo em questão tem como cerne o questionamento e a partir dele a obtenção de uma verdade, ou melhor, de um ponto de vista, sobre o qual não restariam dúvidas. Esgotar as possibilidades de modo que se chegue a um extrato puro.  Trazendo para o âmbito nacional, e mais precisamente, para a busca, tão observada, por uma identidade genuinamente brasileira , poderíamos colocar em dúvida não a ingestão somente, das demais culturas e influências, e sim, o ato de transformá-las. &lt;br /&gt;Assim, de que “aparatos enzimáticos” disporíamos para “quebrar” e re-arranjar a enorme quantidade de dados alheios ao nosso próprio reconhecimento? Como podemos trabalhar a deglutição, que muitas vezes ocorre automaticamente, sem estabelecermos parâmetros para o porvir? “Conhece-te a ti mesmo” já dizia o mestre de Platão. Talvez essa seja a receita para o Abaporu de Tarcila e de outros tantos modernistas de primeira, segunda e terceira fases, e quiçá, de contemporâneos.&lt;br /&gt; O porvir então, deve ser pensado, racionalizado e não sustentado por princípios benignos ou similares como no estoicismo. Uma nação, essa união de indivíduos que se identificam entre si pelo conjunto de caracteres comuns, seja pela cultura e pelo que decorrer da mesma, deve então pensar-se como tal, conhecer-se como um organismo cônscio de seus feitos, qualidades e defeitos, de forma que a memória social seja a medida para que saiba o que retirar dos feitos dos demais organismos nacionais.&lt;br /&gt;Deveras complicado fazer de um país como o Brasil, um organismo integrado e ciente de toda a sua complexidade. Constantemente podem ser verificadas tentativas por parte de nosso povo, de nossa massa, de acompanhamento da tendência crescente de inclusão de qualquer elemento externo, como parte da conjuntura criada para aguardar a utópica Aldeia Global. Falta saber que assim como, de uma forma geral, o Homem é a medida de todas as coisas, para o nosso caso, o brasileiro deve ser essa medida. Ao realizarmos previamente a antropofagia crítica do que enxergamos como Brasil e seu povo, teremos os parâmetros para tentarmos acompanhar ativa, e não passivamente, o processo já clichê da globalização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110045871310455551?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110045871310455551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110045871310455551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110045871310455551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110045871310455551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/11/conhece-te-ti-mesmo-abaporu.html' title='Conhece-te a ti mesmo, Abaporu'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110039483855984005</id><published>2004-11-13T23:06:00.000-02:00</published><updated>2004-11-13T23:13:58.560-02:00</updated><title type='text'>Insucesso providencial</title><content type='html'>Por tantas vezes Estela foi questionada sobre sua vocação. Algum talento há de ter, os pais diziam. Sem dúvida, os amigos respondiam. E a menina cresceu e a nada que fazia era atribuído sequer um toque excêntrico. Vivia a pobre menina rica, de suas roupas, de arte, e de música, e de tudo que era belo ou que completava algo que nunca viria a ter. Mas foi tocada por sensibilidade especial, e eis que tornou-se o maior dos mecenas.  Seu vazio, por sustentar a concretude de outros, atraiu para si as graças de quem fornece ao mundo algo efetivamente palpável. Alguns nascem para serem a fonte mantenedora da criação  alheia, sem ,definitivamente, carecer de seus nomes nos anais da notoriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110039483855984005?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110039483855984005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110039483855984005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110039483855984005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110039483855984005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/11/insucesso-providencial.html' title='Insucesso providencial'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-110004439610915423</id><published>2004-11-09T21:50:00.000-02:00</published><updated>2004-11-09T21:53:16.110-02:00</updated><title type='text'>Olhos Tortos</title><content type='html'>Ah, olhos tortos, por que?&lt;br /&gt;Por que permanecerem flácidos&lt;br /&gt;Diante da realidade?&lt;br /&gt;A concepção que têm do mundo&lt;br /&gt;Não é aquela que o mundo pode Ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos tortos, olhos tortos, como não vêem ?&lt;br /&gt;Não percebem a verdade bonita do mundo?&lt;br /&gt;As íris distorcidas maculam o que é, por apenas ser.&lt;br /&gt;Deixem serem como são as coisas, &lt;br /&gt;Pois essa é a verdadeira,&lt;br /&gt;A real face do  mundo, da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebem que muito dessa vida &lt;br /&gt;Se perde sem a cor que te causa espanto?&lt;br /&gt;Ou repulsa?&lt;br /&gt;Não sentem que o verdadeiro amor não escolhe onde nasce,&lt;br /&gt;Que não cumpre o tradicionalismo torpe de seus ditames &lt;br /&gt;Tão pequenos, tão limitados entre damas e cavalheiros?&lt;br /&gt;Não julguem saber da capacidade de alguém pela fragilidade&lt;br /&gt;Pela delicadeza que possa aparentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os raios que te penetram, olhos tortos&lt;br /&gt;São verdade. Por que enquadrá-los nos teus “achismos”?&lt;br /&gt;Somente na tortuosidade de outros olhos verás a consistência&lt;br /&gt;Do que vêem.&lt;br /&gt;Tudo  não passa de um cílio que incomoda&lt;br /&gt;De uma impureza que violenta a natureza pura&lt;br /&gt;Da visão que lhes foi concedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomem a órbita que podem Ter, olhos tortos&lt;br /&gt;Larguem este incômodo sustentáculo &lt;br /&gt;Desta cruel distinção que fazes.&lt;br /&gt;Enxerguem a trajetória natural de cada um no todo&lt;br /&gt;Não temam a diferença.&lt;br /&gt;O  ser humano em sua desigualdade &lt;br /&gt;Ratifica em si mesmo a própria crença,&lt;br /&gt;Em sua  preciosidade.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-110004439610915423?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/110004439610915423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=110004439610915423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110004439610915423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/110004439610915423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/11/olhos-tortos.html' title='Olhos Tortos'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109943957723046611</id><published>2004-11-03T21:51:00.000-02:00</published><updated>2004-11-02T21:52:57.230-02:00</updated><title type='text'>Como poderia notar?</title><content type='html'>Notei uma paixão nos teus olhos&lt;br /&gt;Que momento!&lt;br /&gt;Uma certa paixão passageira&lt;br /&gt;Mas tão graciosa...&lt;br /&gt;Notei que admirava aquelas mãos.&lt;br /&gt;Quais não eram os movimentos&lt;br /&gt;Para percebê-los singulares.&lt;br /&gt;Notei que fitava aqueles cabelos,&lt;br /&gt;Estes não menos singulares,&lt;br /&gt;Tão sinuosos e revoltos.&lt;br /&gt;Diante de tudo, despreparada,&lt;br /&gt;Não pude notar que me notava&lt;br /&gt;Assim também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109943957723046611?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109943957723046611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109943957723046611&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109943957723046611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109943957723046611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/11/como-poderia-notar.html' title='Como poderia notar?'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109937020415077804</id><published>2004-11-02T20:40:00.000-02:00</published><updated>2004-11-02T02:36:44.150-02:00</updated><title type='text'>série cinema- Monster</title><content type='html'>Um comentário somente: a Chalize Theron não é só um rostinho bonito. O filme Monster em si não atrai, ela sim, a atriz, atrai por não se mostrar em praticamente nenhum momento. Não se mostrar, no sentido de dar total voz ao sentido da personagem, à sua essência. O filme mostra aquele ambiente norte-americano fora da Big Apple e da Rhodeo Drive, aquelas cidades do interior pré-moldadas, cinza, perto de uma freeway qualquer, pessoas sem diferencial, e isso é excelente, mas só dá Lee. A homossexualidade abordada no filme participa para a evolução da prostituta, e também de sua companheira (Cristina Ricci, boa, mas em Por que choram os homens esteve melhor) mas não é o enredo central. Tendo como enredo central a homossexualidade feminina recomendo Meninos não choram, para começar. Enfim, vale a pena, pela atriz. A historia tem um ritmo que pode descontagiar desavisados, mas para aqueles que estiverem atentos à atriz, isso não será problema. Fica aí a dica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109937020415077804?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109937020415077804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109937020415077804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109937020415077804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109937020415077804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/11/srie-cinema-monster.html' title='série cinema- Monster'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109867419978362926</id><published>2004-10-25T04:20:00.000-03:00</published><updated>2004-10-25T00:16:39.783-03:00</updated><title type='text'>Henry Ford e o Telemarketing</title><content type='html'>Verdade seja dita, a onda do telemarketing nem onda é mais, é uma bolha quase especulativa. Se há um setor em expansão , posso dizer que é esse. Talvez essa expansão não seja real, mas é a esperança da massa de trabalhadores bem ou mal qualificados que não se colocaram no mercado como um dia sonharam.&lt;br /&gt; 	O que seria esse telemarketing? Porque  existir? Para atender.  Aliás, esse verbo traumatiza depois de certo tempo. O atendente: uma voz, geralmente, dotada de um tom falsamente contagiante, muitas vezes sem correção gramatical e que quando ativo, forma o perfil mais chato de operador.&lt;br /&gt;	Realmente, toda essa estrutura parece artificial, mas  será que essa impressão somente fica para quem é  alvo dela? Não, não fica. Se pelo lado do “cliente” a voz é irritantemente afável, para outro há tanta irritabilidade quanto, sem muitas vezes a amabilidade dos que atendem. Isso seria uma crítica àqueles que utilizam esse serviço? Claro que sim.  &lt;br /&gt;	Quanto ao lugar onde funciona esse mecanismo operacional, não se pode nem enredar por um caminho poético. Nada é mais tecnologicamente, friamente, silenciosamente moderno.  Para quem tem medo de sair da rotina, essa é a profissão perfeita, até a toillete  é precisamente controlada. O máximo da emoção seja, talvez, se tornar recordista de idas ao sanitário em menos de dois minutos. &lt;br /&gt;	Certo dia, atendendo, dei por  mim de que estava na linha de montagem imaginada por Henri Ford no início do século passado. Estava em uma atividade altamente repetitiva, com meu ritmo de trabalho totalmente controlado por meu empregador. Logo me senti ilustre, pois nunca havia conseguido me colocar tão próxima de uma figura holywoodiana- lembrara de Chaplin e do filme Tempos Modernos .  Algo, no entanto, havia mudado. Não mais teria problemas em apertar parafusos, mas em repetir, até em casa atendendo normalmente o telefone, a saudação da central onde trabalho. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109867419978362926?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109867419978362926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109867419978362926&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109867419978362926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109867419978362926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/henry-ford-e-o-telemarketing.html' title='Henry Ford e o Telemarketing'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109850085947700251</id><published>2004-10-23T00:06:00.000-03:00</published><updated>2004-10-23T00:19:40.573-03:00</updated><title type='text'>Teorias de um homem playmobil em crise</title><content type='html'>Qual o problema do lugar-comum? Lá, pelo menos, as pessoas se identificam. Concordo que no ordinário, mas se encontram. Nele há uma identidade tão ampla, que nela se protegem muitos perfis, valorizáveis ou não.  Valorizar o lugar-comum só é ruim para quem não se satisfaz com sua comodidade, com o grupo de incógnitos, ou seja, para quem gosta da solidão da originalidade. Afinal, os primeiros, ou os melhores, estão sempre solitários, entregues à batalha por sua permanência no campo da criatividade gratificante, ou melhor, da individualidade desconcertante. Sim, desconcertante, pois após certo tempo, te quebra estar excluído por mérito próprio, por uma vontade de sair do lugar-comum, tão acolhedor. Acolhedor, não por não impor a diferença, mas por disfarçar na massa, a mediocridade individual de cada um de seus componentes, pois todos, um dia, passam por isso. Assim é o lugar-comum, a camuflagem perfeita. &lt;br /&gt;Em virtude de ser comum, o tal lugar não pode ser tão ruim. São muitos concluindo, refletindo, chegando a um  mesmo ponto, quer dizer, o lugar-comum não é somente comum, é unânime, e  isso é louvável.  Realmente, o lugar-comum é muito bom, bastante econômico para quem acha que uma recessão se estende à maneira de se olhar numa sociedade onde o individual  sobressai numa igualdade disfarçada. Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109850085947700251?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109850085947700251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109850085947700251&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109850085947700251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109850085947700251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/teorias-de-um-homem-playmobil-em-crise.html' title='Teorias de um homem playmobil em crise'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109806098544491915</id><published>2004-10-17T21:48:00.000-03:00</published><updated>2004-10-17T22:08:06.950-03:00</updated><title type='text'>Supremo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;À liturgia sagrada&lt;br /&gt;Ao desejo súplice&lt;br /&gt;Ao teu olhar de cúmplice&lt;br /&gt;À toda morte esperada&lt;br /&gt;Aos desejados espólios&lt;br /&gt;À escritura nos esquifes&lt;br /&gt;Tomai todos e bebei!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109806098544491915?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109806098544491915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109806098544491915&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109806098544491915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109806098544491915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/supremo.html' title='Supremo'/><author><name>Thainara Canteli Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16383201186477708104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img.photobucket.com/albums/v497/Thai82/thai1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109790104147624824</id><published>2004-10-16T05:35:00.000-03:00</published><updated>2004-10-16T01:30:41.476-03:00</updated><title type='text'>Dias errantes de um termo solitário</title><content type='html'>Volte! Dizia diariamente. “Quem sabe”, era a resposta quase automática. E assim por anos era o mesmo escasso diálogo matinal. Naquele dia, o “Volte !” calou-se e não havia pelo que existir. “Quem sabe” sentiu a aflição da incerteza pela primeira vez, não estava acostumado com o monólogo.  Não se conformava com seu eco, pois percebia sua secura. Sua existência sempre fora secundária, dependia do chamado para que se afirmasse como a “última palavra”; entretanto não suportava o peso de ser a primeira de uma lista de amarguras. Acabou sucumbindo à saudade e à dor. Foi ao encontro de sua identidade além de seu mundo  e quando esta mandou-o voltar pôde enfim dizer “Quem sabe” e ficar.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109790104147624824?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109790104147624824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109790104147624824&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109790104147624824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109790104147624824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/dias-errantes-de-um-termo-solitrio.html' title='Dias errantes de um termo solitário'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109781433836910008</id><published>2004-10-15T06:22:00.000-03:00</published><updated>2004-10-15T01:25:38.370-03:00</updated><title type='text'>Algum romântico poderia ter escrito</title><content type='html'>Ao simples lampejo da idéia de seu corpo, o meu, assim, beira o entregar-se.&lt;br /&gt;A sensação, por si só, é tão perene, que o ato é apenas um convencimento para que se acabe. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109781433836910008?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109781433836910008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109781433836910008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109781433836910008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109781433836910008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/algum-romntico-poderia-ter-escrito.html' title='Algum romântico poderia ter escrito'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109755627166078538</id><published>2004-10-12T09:48:00.000-03:00</published><updated>2004-10-15T01:22:03.843-03:00</updated><title type='text'>De gurus do sexo à freiras devassas (adoro minha locadora)</title><content type='html'>Sou de fato amante da sétima arte, mas uma amante relapsa, pois não posso dedicar o tempo que gostaria para esse deleite. Cheguei à minha locadora e me senti num Galeria Gourmet para filmes, acabei levando para casa apenas três dos doze que selecionei,e já os assisti. Esse post se destina a falar muitíssimo bem de Bill Murray em "Encontros e desencontros" e dizer mais uma vez que o cinema francês me encanta (O título francês é : "Beije quem você quiser"). Além disso, vi que há um filme de certa forma recente sobre, se não me engano, a estada de Napoleão na Ilha de Elba( chama-se Monsieur N), e que se faz uma comédia chamada o Guru do Sexo que, por sinal, tem seus atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro a minha videolocadora, tem Fellini, Costa-Gavras, Almodóvar.... a propósito, sobre este último diretor, recomendo um filme já antigo, chamado Maus Hábitos, sobre freiras não muito ortodoxas...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109755627166078538?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109755627166078538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109755627166078538&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109755627166078538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109755627166078538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/de-gurus-do-sexo-freiras-devassas.html' title='De gurus do sexo à freiras devassas (adoro minha locadora)'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109746355258249757</id><published>2004-10-11T11:00:00.000-03:00</published><updated>2004-10-10T23:59:12.583-03:00</updated><title type='text'>Um exemplo de atividade paranóico-crítica (continuando a admirar Dalí)</title><content type='html'>E os anjos desciam fumegantes da rachadura no céu que pulsava, e do sol pendia uma lágrima e dessa lágrima nascia o Homem. A água do mar parou, e junto com ela o peixe, a gaivota, o cão que brincava na areia. O vento parou, e junto com ele cata-ventos gigantes. Os estandartes desciam da rachadura celeste e os anjos ateavam fogo na terra já cor de fogo e o cenário avermelhou-se mais ainda. Acabava de ser formado o Homem.   &lt;br /&gt;Dessa pausa quase cósmica não passou um segundo. Num instante a fenda no céu se fechou e os anjos se apagaram no mar. Os peixes nadavam e os estandartes caíam por terra. Era leve o Homem. O vento voltou a soprar e a brisa o elevou fazendo-o sumir com o girar do cata-vento.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109746355258249757?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109746355258249757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109746355258249757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109746355258249757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109746355258249757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/um-exemplo-de-atividade-paranico.html' title='Um exemplo de atividade paranóico-crítica (continuando a admirar Dalí)'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109742638517552654</id><published>2004-10-10T13:38:00.000-03:00</published><updated>2004-10-10T13:39:45.176-03:00</updated><title type='text'>Como tornar-se um gênio (Admirando Dalí)</title><content type='html'>“..., se brincares aos gênios, tornar-te-ás um!”&lt;br /&gt;Essa é uma homenagem ao pintor que experimentava o prazer supremo: ser ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109742638517552654?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109742638517552654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109742638517552654&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109742638517552654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109742638517552654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/como-tornar-se-um-gnio-admirando-dal.html' title='Como tornar-se um gênio (Admirando Dalí)'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109736190828673031</id><published>2004-10-09T19:38:00.000-03:00</published><updated>2004-10-09T19:45:08.286-03:00</updated><title type='text'>(Em Off)</title><content type='html'>Apenas para esclarecer meu último post: as referências Smithianas, para quem não entendeu, referem-se a 5 músicas do The Smiths, encaixadas sob o acaso. A escolha é aleatória, e são elas, por ordem de citação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panic&lt;br /&gt;Heaven knows I'm miserable now&lt;br /&gt;Frankly Mr. Shankly&lt;br /&gt;William, it was really nothing&lt;br /&gt;There is a light that never goes out&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto desses nomes. O texto é uma brincadeira com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109736190828673031?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109736190828673031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109736190828673031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109736190828673031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109736190828673031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/em-off.html' title='(Em Off)'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109733491519009412</id><published>2004-10-09T12:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-09T12:15:15.190-03:00</updated><title type='text'>Afluente</title><content type='html'>No peito batia a calma. &lt;br /&gt;No sangue corria a água.&lt;br /&gt;Enterrou os pés no lodo&lt;br /&gt;E fincou a alma no rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixou os olhos no reflexo, &lt;br /&gt;Quis lembrar do passado.&lt;br /&gt;Tentou sorver dele a razão,&lt;br /&gt;A última certeza, o que não precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o vento lhe puxava os cabelos,&lt;br /&gt;E cada vez mais o vestido molhado pesava.&lt;br /&gt;E tudo que era seco e da terra lhe importava menos,&lt;br /&gt;A consciência de que era permeável, revelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firmou os joelhos nos seixos, &lt;br /&gt;Projetou a mente para fora,&lt;br /&gt;Suspirou o alívio restante&lt;br /&gt;E molhou todo o vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tecido florido corria pelo rio&lt;br /&gt;E a água balançava seus cabelos,&lt;br /&gt;E tudo que lhe envolvia era zelo,&lt;br /&gt;Mas não fez sua mente voltar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109733491519009412?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109733491519009412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109733491519009412&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109733491519009412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109733491519009412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/afluente.html' title='Afluente'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109725203094045889</id><published>2004-10-09T01:08:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T13:13:50.940-03:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>As mãos começaram um movimento incerto, inicialmente lento, quase carinhoso. O desenvolver da relação foi difícil, demorado. As mãos pareciam não se aceitar.&lt;br /&gt; O segundo movimento começou conturbado, um crescendo sutil, ainda desencorajado pela dificuldade. Mesmo com tantos impedimentos , as delicadas falanges dos dedos brincavam mais acostumadas, mas as mãos ainda não haviam sido totalmente convencidas, precisavam  ser conquistadas. E assim foram. Perceberam depois de certo tempo,  que só ali eram livres. Ficaram leves, ondulando,  levando os braços, levando o corpo para bem longe.&lt;br /&gt; O terceiro movimento era intenso, explorava qualquer espaço e criatividade que lhe eram permitidos. Agora, o auge impunha uma tomada de decisão quase óbvia, era isso que deveriam sempre fazer, mesmo que para conseguir  a liberdade, tivessem que passar pela dor, disciplina e às vezes, pelo próprio desânimo.&lt;br /&gt;Antes do fim, uma pequena lembrança do passado, de uma quase infância. A retomada de sua indecisão para engrandecer  sua vitória sobre o medo. Um final agradável para seus ouvidos e uma aconchegante conclusão para sua carreira. &lt;br /&gt;O velho pianista fechou a tampa do instrumento, agradeceu a ele e saiu do palco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109725203094045889?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109725203094045889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109725203094045889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109725203094045889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109725203094045889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/despedida_08.html' title='Despedida'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109716417728483243</id><published>2004-10-07T04:52:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T12:49:37.283-03:00</updated><title type='text'>A avó e o grilo</title><content type='html'>Algum dia um grilo já entrou em seu quarto ? Num daqueles momentos de tranqüilidade e início de um sono promissor? Eu juro que até dez minutos após ter ouvido o primeiro “Griiii” (se é que isso é barulho de grilo), era o que eu pensava: absurdo.  Parecia cena de desenho animado, inclusive para mim que já estava achando a situação ridícula.  O “raio” do suposto grilo grilava em intervalos regulares, e eu me contorcia na cama. Aquele misto de comodismo e sono igual àquele que nos invade quando alguém pede algo e estamos deitados.&lt;br /&gt; Bem, fiquei na esperança de que o grilo, tomado de bondade, parasse. Até arranhei um diálogo tímido com ele. Foi quando me enfureci e saltei da cama no melhor estilo “donald duck”. E “cata de procurar” o bicho e nada. A cena era patética. O pior foi o desfecho. Sabe o comercial do liqüidificador em que a velhinha é super esperta e tira a parte de baixo do aparelho apertando um botãozinho ? Nunca pensei que tivesse uma dessas em casa. Minha avó entrou no quarto muda, desligou o ventilador que há horas zunia, e saiu calada. O grilo simplesmente calou-se.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109716417728483243?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109716417728483243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109716417728483243&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109716417728483243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109716417728483243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/av-e-o-grilo.html' title='A avó e o grilo'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109685761726600270</id><published>2004-10-03T23:38:00.000-03:00</published><updated>2004-10-03T23:40:17.266-03:00</updated><title type='text'>5 referências Smithianas</title><content type='html'>Ela tinha um abajour importado. Diziam os amigos que era uma peça rara. Mas William, coitado, tomado por pânico - pois era apaixonado pela amiga - derrubou-o no chão. E quebrou. Demorou ele algumas horas gaguejando para contar a verdade. Quando finalmente conseguiu, tentou atirar-se ao chão, julgando que só os céus poderiam saber o quanto miserável ele era. Um exagero, claro. A menina nem se importou (talvez os amigos tentassem encher muito a bola dela):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Francamente, William, não foi nada. Mesmo. Existe uma luz que nunca se esvai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agarrou-o na mesma hora, pra que ele se consolasse. Creio que deu certo: ouvi rumores de que estavam morando juntos. Dormiam logo após o pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109685761726600270?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109685761726600270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109685761726600270&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109685761726600270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109685761726600270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/5-referncias-smithianas.html' title='5 referências Smithianas'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109685653346909080</id><published>2004-10-03T23:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-03T23:22:13.470-03:00</updated><title type='text'>Introspecções</title><content type='html'>De repente ela olha pela janela e vê o mundo.  Não mais aquela paisagem cosmopolita, desalinhada de arranha-céus, e sim, um horizonte aberto para seus desejos e seu futuro. Horas antes, naquele início de tarde fresca, tinha se perdido em seu olhar defronte ao espelho, ainda sonolenta. Acordara tarde. Do rosto refletido às mais diferentes formas de face bastou um instante. Num relance  havia extravasado o impressionismo mais destilado. Parecia ver pessoas nela mesma, mas que rondavam um mesmo ponto, talvez uma característica comum a todas. Imagens vagas, etéreas, mas presentes. Minhas irmãs, pensou. Talvez residentes de um mesmo prédio. Fato é que por poucos minutos se manteve em pé, para depois começar a se sentir viva e acordada. Deu-se por satisfeita com o café.&lt;br /&gt;Todos da casa haviam saído, o silêncio reconfortava, já que sua cabeça ainda latejava devido a noite passada. Se jogou na cama e dali observava a janela, sua grade, os móveis do quarto, começando mais uma viagem por vários lugares, idéias; tinha o hábito de se perder em pensamentos dispensáveis após horas de cansaço. Céu... E para aquele azul tão profundo, tão dela... Se sentia  parte do azul, densa, dispersa, diluída em si mesma. Como se os pensamentos, os sentimentos e até a própria carne enfraquecessem o seu propósito de vida. A onda de abstração durou um bom tempo, horas talvez. Vivia agradavelmente o lilás e o alaranjado do céu, calmamente...degustando a crença em sua racionalidade imaginária, sentindo o vento esfriar. Mergulhara há muito, imaginando afogar-se com seu próprio pensamento...Não! Sacudiu a cabeça e foi ter com o lápis, mas este não se manifestava. Precisava escrever. Embriagada de querer coisa alguma, de inércia. O torpor do ócio era aconchegante até o alarme da consciência. Maldita! Agora tinha que se sentir útil. Hipocrisia? Mostrar serviço para si mesma, se convencer de que era indispensável.&lt;br /&gt;Resolveu telefonar. Qualquer um, qualquer problema alheio que aumente a conta telefônica e que garanta um sono tranqüilo no final do dia.  Para, e olha o telefone, se contém. De impulso se xinga, inicia um auto diálogo na tentativa de se corrigir até que tomada por surpreendente objetividade, estabelece planos - a maioria a longo prazo- certa de que os realizará. Cheia de confiança olha a janela novamente, e esta se torna um espelho, mágico possivelmente; mostrando-lhe impressões, distorções que forçosamente lhe indicam a concretização dos planos ainda há pouco inventados. Olha a janela, as grades vão sumindo, os prédios vão sumindo, meio que difusos; olha pela janela e vê o seu mundo.  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109685653346909080?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109685653346909080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109685653346909080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109685653346909080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109685653346909080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/introspeces.html' title='Introspecções'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109683193616134088</id><published>2004-10-03T17:26:00.000-03:00</published><updated>2004-10-03T16:32:16.163-03:00</updated><title type='text'>Essai Sur le don</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span &gt;Eu te amo à  noite&lt;br /&gt;Em que o ar é mais denso e&lt;br /&gt;O amor, mais palpável&lt;br /&gt;Eu te amo em rimas&lt;br /&gt;Em quinas&lt;br /&gt;Nas esquinas.&lt;br /&gt;Eu te amo inquieta&lt;br /&gt;Vacilante&lt;br /&gt;Um sopro e...&lt;br /&gt;Cata-ventos errantes!&lt;br /&gt;Eu te amo em prelúdio&lt;br /&gt;Ao acaso&lt;br /&gt;À mercê das horas&lt;br /&gt;Do tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109683193616134088?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109683193616134088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109683193616134088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109683193616134088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109683193616134088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/essai-sur-le-don.html' title='Essai Sur le don'/><author><name>Thainara Canteli Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16383201186477708104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img.photobucket.com/albums/v497/Thai82/thai1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109677060193981958</id><published>2004-10-03T03:33:00.000-03:00</published><updated>2004-10-02T23:30:01.940-03:00</updated><title type='text'>Bastidores da Criação</title><content type='html'>Antes de sua queda, o Diabo ainda como Anjo perguntou a Deus:&lt;br /&gt;- Por que criar a Terra para o Homem?&lt;br /&gt;E Deus, envolto por sua sabedoria respondeu:&lt;br /&gt;- Para que continuemos a ter o Céu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109677060193981958?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109677060193981958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109677060193981958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109677060193981958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109677060193981958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/10/bastidores-da-criao.html' title='Bastidores da Criação'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109655422389146429</id><published>2004-09-30T11:20:00.000-03:00</published><updated>2004-10-03T23:10:23.750-03:00</updated><title type='text'>Pipocam</title><content type='html'>Como pode ser tão fértil a propaganda das Casas Bahia, os móveis, ou melhor, compensados, tão diferentes entre si? Me causam frêmitos. O que me apavora não é a qualidade da indústria moveleira, embora não me agrade. O que me azucrina é aquele garoto propaganda que agora, pasmem, tem uma companheira. E não é passageira como a do dia das mães, parece que vai durar! Realmente me preocupo com isso, me pergunto: Será que vão procriar? Uma família de pentelhos a anunciar: Quer pagar quanto?  Eles invadirão  a televisão brasileira como coelhos, pipocando por aí, aguardem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109655422389146429?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109655422389146429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109655422389146429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109655422389146429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109655422389146429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/09/pipocam.html' title='Pipocam'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109634266463330778</id><published>2004-09-28T00:34:00.000-03:00</published><updated>2004-09-28T00:37:44.633-03:00</updated><title type='text'>Algumas mães são breves</title><content type='html'>Bastou um piscar de olhos. Um movimento ágil de suas pálpebras para que tudo que havia construído viesse a desmoronar. Enfim, a maternidade estava morta. A idéia dela também. Joana, em míseros segundos, começara a sentir falta da dor do parto, de dar o peito, do choro, de tudo. Seu olhos já negros adotaram o breu, o luto pelo berço, pelas madrugadas, pela paternidade de seu futuro companheiro. Sim, a paternidade lhe  emocionava, deveras. A devoção de um pai que nunca teve poderia amansar seu coração e  trazer a solidez para sua felicidade. Mas para que pensar nisso? Por que sacrificar ainda mais seu corpo com tanta tristeza? Para que lembrar que seu companheiro não queria filhos e que seu pai existia, e fazia-se perceber com tanta maestria, nas marcas do corpo de sua  mãe? Chorava Joana por seu útero, pelo sangue que não vira. O leito do hospital não era o da maternidade e os pontos em seu ventre não eram da cesária. O filho que carregava há pouco? Que filho? Há apenas a marca de qualquer cirurgia, que um dia precisara fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109634266463330778?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109634266463330778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109634266463330778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109634266463330778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109634266463330778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/09/algumas-mes-so-breves.html' title='Algumas mães são breves'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109628322413844023</id><published>2004-09-27T08:03:00.000-03:00</published><updated>2004-09-27T08:07:04.136-03:00</updated><title type='text'>Maria sem vergonha</title><content type='html'>Fui tomada de tamanho estardalhaço mental neste final de semana. Tudo por que conheci um famigerado “blog”.  Queria ficar a margem desse processo , lutei para que não acontecesse, mas fui pega. O que fazer? Um blog, nada mais óbvio. Este que está visitando por sinal. &lt;br /&gt;Sempre escondi minhas incursões no mundo literário, nunca confiei no meu taco e ainda não confio, mas comecei a ficar sem vergonha. Veja só! Logo eu, que não falava disso para ninguém, comecei mostrando as tais criações para a Thainara , essa mesma, aí no “contributors”., depois para mais um amigo e assim foi. De repente resolvi assumir esse meu lado, e hoje posso dizer que estou em via de ser muito bem resolvida... Então por favor, peguem leve nas críticas.&lt;br /&gt;Não me levem a sério.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109628322413844023?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109628322413844023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109628322413844023&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109628322413844023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109628322413844023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/09/maria-sem-vergonha.html' title='Maria sem vergonha'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109624554454772654</id><published>2004-09-26T21:37:00.000-03:00</published><updated>2004-09-26T21:39:04.546-03:00</updated><title type='text'>Desequilibrei (versão 2.0)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Desequilibrei. Só isso. Quando tentei olhar lá embaixo. E o vento passou rápido demais por mim. E a velocidade me assustou. E nem entendi muito bem o que tinha acontecido. Simplesmente, desequilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez, se soubesse, não teria ido lá olhar. Não teria me afastado dos outros. Logo eu, que sempre fiz tudo como mandavam. Se soubesse, não teria subido. Não chegaria perto. Não me inclinaria tanto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas era todo aquele campo, aquela imensidão, aquele todo-dia, e um desse todo-dia parecia igual demais. Nunca, nunca isso me incomodou. Nem naquela hora, mas... Tentei fugir um pouco; acho que tentei ir apenas por ir. Aquele lugar sempre me atraiu, vovó sempre dizia que não devíamos chegar perto, e eu nunca nem pensei em fazer isso. Mas algumas vezes, sem que eu me desse conta, virava e olhava, deixava os animais por alguns segundos de lado. Depois, esquecia e ia embora. E continuava. Sempre, sempre continuava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E aquele campo, que sempre foi a minha casa... todo aquele verde, debaixo de tanto céu, debaixo de tanto, tanto céu...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando olhei...era um abismo, e meus olhos se abriram mais. E o ar parou debaixo do meu nariz, e eu não senti minhas mãos segurando no galho. Depois olhei, estava firme. Não sei, acho que tive medo, tentei voltar, mas continuei ali, continuei olhando. E alguma coisa no sentimento do todo-dia não estava mais lá, e a falta me deixou tonta. Os pés estavam firmes, tenho certeza, por isso não sei; por isso não entendo. Desequilibrei, e foi isso. Tudo lá embaixo, parecia bem perto, embora muito longe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu desequilibrei. Não me senti mais. Nem cheguei a sentir o baque.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109624554454772654?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109624554454772654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109624554454772654&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109624554454772654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109624554454772654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/09/desequilibrei-verso-20.html' title='Desequilibrei (versão 2.0)'/><author><name>Sheila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109624389875933011</id><published>2004-09-26T20:34:00.000-03:00</published><updated>2004-09-26T21:11:38.760-03:00</updated><title type='text'>Um conto de fadas desconstruído</title><content type='html'>Um dia quis ser Rapunzel. Deixei cabelo crescer até a lombar, aprendi mil formas de trança, briguei com minha mãe até ficar de castigo. Grande decepção. Que último andar de altíssima torre e príncipe que nada! Moro numa casa de vila e minha janela dá de cara para uma fábrica de anões de jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109624389875933011?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109624389875933011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109624389875933011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109624389875933011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109624389875933011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/09/um-conto-de-fadas-desconstrudo.html' title='Um conto de fadas desconstruído'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8484625.post-109624017520637328</id><published>2004-09-26T20:06:00.000-03:00</published><updated>2004-09-26T20:31:29.386-03:00</updated><title type='text'>Tentei imitar o Nelson</title><content type='html'>Numa madrugada ociosa li o texto de meu professor, “Nelson e as gotas de chuva” e por auto-afirmação quis provar que conseguiria analisar as nuances dos movimentos de uma sonata de Beethoven de acordo com as sensações que viriam ao olhar para as tais gotas de chuva. Me deparei com alguns problemas. O primeiro é que não sei dirigir. O segundo é que não tenho um carro. Pensei: vou de táxi, mas aí “avacalhei” tudo porque lembrei da música da Angélica. Comecei outra vez. Cheguei a brilhante conclusão de que a corrida até a Lagoa ia ser cara, ainda mais quando pensei na volta. Ótimo, pensei novamente, fico em casa observando tudo pela janela, mas a previsão do tempo alegou céu claro e sem nuvens por uma semana. No final de tudo ainda descobri que havia perdido o cd do Beethoven. Resultado: tentei imitar o Nelson para mostrar superioridade não sei para quem, e acabei constatando que por um bom tempo não vou ter tanto dinheiro quanto gostaria, que devido a isso vou continuar andando de ônibus e que vou ter que gastar mais dinheiro comprando outro cd ,debaixo de um sol de quarenta graus, &lt;br /&gt;para a pessoa que o havia emprestado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8484625-109624017520637328?l=fabricaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/feeds/109624017520637328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8484625&amp;postID=109624017520637328&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109624017520637328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8484625/posts/default/109624017520637328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricaliteraria.blogspot.com/2004/09/tentei-imitar-o-nelson.html' title='Tentei imitar o Nelson'/><author><name>Madame P. Mandrack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17532363094239502736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
